entenda o seguro obrigatório criado pelo governo Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta sexta-feira, 17, o retorno do DPVAT — agora renomeado para Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT).

O petista, no entanto, vetou a parte da nova legislação que previa infração grave na carteira de motorista e multa para quem não pagasse o seguro dentro do prazo.

O líder do governo no Senado e relator do projeto de lei, Jaques Wagner (PT-BA), informou durante a tramitação no Congresso que o custo anual do DPVAT para proprietários de carros e motos deve variar entre R$ 50 e R$ 60. A arrecadação do seguro está programada para começar novamente em 2025.

Os antigos DPVAT

O DPVAT foi extinto em 2020, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mesmo assim, a Caixa Econômica Federal continuou a pagar indenizações para vítimas de acidentes até 14 de novembro de 2023, ao utilizar os recursos de pagamentos anteriores. Sem condições de indenizar as vítimas depois dessa data, o governo Lula trabalhou para reintroduzir o seguro obrigatório.

Um dos principais motivos para a reimplantação do DPVAT é a necessidade de apoio às vítimas de acidentes. O seguro assegura que, em caso de acidente, os envolvidos e suas famílias recebam assistência.

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O DPVAT cobrirá indenizações para vítimas que falecerem ou ficarem com invalidez permanente por causa de acidentes de trânsito. As despesas com reabilitação e serviços funerários também serão reembolsadas. Além disso, o seguro cobrirá os custos com fisioterapia e medicamentos que não estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Seguro enviará dinheiro para família em casos de morte

Ilustração de uma batida de trânsito DPVATIlustração de uma batida de trânsito DPVAT
DPVAT custará entre R$ 50 e R$ 60 para o condutor | Foto: Divulgação/Freepik

Em caso de morte, a indenização será direcionada ao cônjuge e herdeiros da vítima. Os valores serão pagos em até 30 dias depois da apresentação dos documentos necessários. A gestão do fundo ficará sob responsabilidade do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). A fiscalização caberá à Superintendência de Seguros Privados (Susep).

A Caixa Econômica Federal será a operadora do fundo. Cerca de 40% do valor arrecadado será repassado para o SUS, responsável pela maior parte do atendimento às vítimas de acidentes de trânsito.

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