Vigilante atropelado por carro de luxo respirava quando resgate chegou

Goiânia – Uma testemunha do acidente que matou o vigilante Clenilton Lemes Correia informou à Polícia Civil de Goiás que a vítima ainda estava viva quando o resgate chegou. O trabalhor foi atingido por um carro de luxo na GO-020, na capital goiana, no último domingo (9/6).

Segundo a delegada responsável pela apuração do caso, Ana Cláudia Rodrigues, a testemunha em questão foi responsável por acionar o socorro para a vítima, já que o motorista do veículo fugiu do local sem prestar assistência.

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Antônio Netto teve a prisão convertida em preventiva

Vigilante foi atingido quando seguia para o trabalho
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O trabalhador morreu no local do acidente

Divulgação/PM

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Antônio Netto teve a prisão convertida em preventiva

Reprodução/TV Anhanguera

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Vigilante foi atingido quando seguia para o trabalho

Divulgação/PM

De acordo com a investigadora, o motorista Antônio Scelzi Netto afirmou em depoimento que a vítima já estava morta logo após o impacto. O condutor chegou a ser preso em flagrante, horas depois do acidente, mas já está em liberdade.

“Em depoimento, Antônio afirmou que a vítima já estava morta. Uma pessoa que chegou logo após o fato esclareceu que a vítima ficou no local, ela teve atendimento e ainda estava com vida. Então, é muito importante que, ocorrendo um acidente, a gente seja humano e preste esse atendimento que pode salvar vidas”, orientou a delegada.

Em nota, a defesa dele informou que foi concedida uma liminar para revogar a prisão, impondo apenas medidas cautelares diversas, e que “estará sempre à disposição da Polícia Civil e do Poder Judiciário para contribuir para a elucidação dos fatos” .

Motorista bebeu antes de atingir vigilante

Em coletiva de imprensa realizada nessa quarta-feira (12/6), a delegada divulgou falas da testemunha. Segundo Ana Cláudia, um amigo que acompanhava Antonio Netto, afirmou que os dois ingeriram bebidas alcóolicas antes do acidente e que perceberam a presença de Clenilton apenas após o impacto.

“Ele não viu o motociclista e ele acredita que o Antônio também não. Após o ponto de impacto, ele pediu muito para que o Antônio parasse, ele não conseguiu, seguiu e se dirigiu a casa dele. Ele teve acesso e a certeza de que ali existia uma vítima”, disse a delegada.

Ana Cláudia afirmou que a polícia segue investigando o trajeto que Antonio teria feito antes do acidente, e que, já encontraram imagens de câmeras de monitoramento que mostram o suspeito bebendo, além de terem acesso a comandas de consumação dos estabelecimentos por onde ele passou. Antônio Netto foi tipificado por lesão corporal culposa no trânsito.

Ainda de acordo com a delegada, a situação de Antônio perante a Justiça pode ser agravada diante de todas as provas obtidas pela investigação. Dentro do veículo dele, uma Mercedes-Benz C-180, foram encontrados vestígios de bebida alcóolica. Além disso, testemunhas e um laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestam que ele ingeriu bebidas alcoólicas.

Atropelamento fatal

O vigilante Clenilton Lemes Correia foi atingido na traseira de sua motocicleta, atropelado e arrastado por mais de 200 metros, quando ia para o trabalho. A Polícia Científica informou que ele teve múltiplas lesões.

Em razão da batida, a placa do carro se desprendeu e ficou na rodovia, o que ajudou a localizar o motorista, enquanto a placa da moto ficou presa ao para-choque do carro.

Antônia Araújo da Silva, esposa da vítima, pediu justiça ao marido. “A pessoa por irresponsabilidade tira a vida de um pai de família, não pode ficar impune”, lamentou em entrevista à TV Anhanguera.

Também de acordo com a delegada, uma outra testemunha afirma ter visto o carro de Antônio momentos antes do acidente trafegando em alta velocidade. Ela também conseguiu afirmar que a moto do vigilante estava com a iluminação em perfeitas condições.

Agora, a polícia aguarda o resultado dos laudos periciais para que seja feita uma reconstrução ainda mais detalhada de toda a dinâmica do acidente.



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Goiânia – Uma testemunha do acidente que matou o vigilante Clenilton Lemes Correia informou à Polícia Civil de Goiás que a vítima ainda estava viva quando o resgate chegou. O trabalhor foi atingido por um carro de luxo na GO-020, na capital goiana, no último domingo (9/6).

Segundo a delegada responsável pela apuração do caso, Ana Cláudia Rodrigues, a testemunha em questão foi responsável por acionar o socorro para a vítima, já que o motorista do veículo fugiu do local sem prestar assistência.

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Antônio Netto teve a prisão convertida em preventiva

Vigilante foi atingido quando seguia para o trabalho
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O trabalhador morreu no local do acidente

Divulgação/PM

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Antônio Netto teve a prisão convertida em preventiva

Reprodução/TV Anhanguera

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Vigilante foi atingido quando seguia para o trabalho

Divulgação/PM

De acordo com a investigadora, o motorista Antônio Scelzi Netto afirmou em depoimento que a vítima já estava morta logo após o impacto. O condutor chegou a ser preso em flagrante, horas depois do acidente, mas já está em liberdade.

“Em depoimento, Antônio afirmou que a vítima já estava morta. Uma pessoa que chegou logo após o fato esclareceu que a vítima ficou no local, ela teve atendimento e ainda estava com vida. Então, é muito importante que, ocorrendo um acidente, a gente seja humano e preste esse atendimento que pode salvar vidas”, orientou a delegada.

Em nota, a defesa dele informou que foi concedida uma liminar para revogar a prisão, impondo apenas medidas cautelares diversas, e que “estará sempre à disposição da Polícia Civil e do Poder Judiciário para contribuir para a elucidação dos fatos” .

Motorista bebeu antes de atingir vigilante

Em coletiva de imprensa realizada nessa quarta-feira (12/6), a delegada divulgou falas da testemunha. Segundo Ana Cláudia, um amigo que acompanhava Antonio Netto, afirmou que os dois ingeriram bebidas alcóolicas antes do acidente e que perceberam a presença de Clenilton apenas após o impacto.

“Ele não viu o motociclista e ele acredita que o Antônio também não. Após o ponto de impacto, ele pediu muito para que o Antônio parasse, ele não conseguiu, seguiu e se dirigiu a casa dele. Ele teve acesso e a certeza de que ali existia uma vítima”, disse a delegada.

Ana Cláudia afirmou que a polícia segue investigando o trajeto que Antonio teria feito antes do acidente, e que, já encontraram imagens de câmeras de monitoramento que mostram o suspeito bebendo, além de terem acesso a comandas de consumação dos estabelecimentos por onde ele passou. Antônio Netto foi tipificado por lesão corporal culposa no trânsito.

Ainda de acordo com a delegada, a situação de Antônio perante a Justiça pode ser agravada diante de todas as provas obtidas pela investigação. Dentro do veículo dele, uma Mercedes-Benz C-180, foram encontrados vestígios de bebida alcóolica. Além disso, testemunhas e um laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestam que ele ingeriu bebidas alcoólicas.

Atropelamento fatal

O vigilante Clenilton Lemes Correia foi atingido na traseira de sua motocicleta, atropelado e arrastado por mais de 200 metros, quando ia para o trabalho. A Polícia Científica informou que ele teve múltiplas lesões.

Em razão da batida, a placa do carro se desprendeu e ficou na rodovia, o que ajudou a localizar o motorista, enquanto a placa da moto ficou presa ao para-choque do carro.

Antônia Araújo da Silva, esposa da vítima, pediu justiça ao marido. “A pessoa por irresponsabilidade tira a vida de um pai de família, não pode ficar impune”, lamentou em entrevista à TV Anhanguera.

Também de acordo com a delegada, uma outra testemunha afirma ter visto o carro de Antônio momentos antes do acidente trafegando em alta velocidade. Ela também conseguiu afirmar que a moto do vigilante estava com a iluminação em perfeitas condições.

Agora, a polícia aguarda o resultado dos laudos periciais para que seja feita uma reconstrução ainda mais detalhada de toda a dinâmica do acidente.

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