Congresso mantém votação para depois do Carnaval

O Congresso Nacional decidiu manter sua programação e votar o Orçamento de 2025 somente depois do feriado de Carnaval, resistindo à pressão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu que poderia acionar o Tribunal de Contas da União (TCU) em razão do atraso. Contudo, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) reafirmou que o cronograma seguirá inalterado.

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Coronel, que ainda não finalizou a proposta em que detalhao os gastos do governo para este ano, assegurou ao portal R7 que “cada um é livre para falar o que quiser”, mas reiterou que o “Orçamento, só após o Carnaval”. Anteriormente, o atraso foi atribuído às adequações de gastos enviadas pelo governo ao Congresso no final de 2024.

Impactos do atraso na aprovação do Orçamento

Ministro Fernando Haddad fala com a imprensa depois de reunião com deputado Hugo MottaMinistro Fernando Haddad fala com a imprensa depois de reunião com deputado Hugo Motta
Ministro Fernando Haddad fala com a imprensa depois de reunião com deputado Hugo Motta | Foto: Diogo Zacarias/MF

O ministro Haddad destacou a importância da aprovação do Orçamento, já que a suspensão de linhas de crédito do Plano Safra foi uma consequência da falta de aval ao projeto. O governo anunciou uma Medida Provisória para liberar recursos extraordinários, sob o argumento de que não gostaria de comprometer o programa.

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O presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Julio Arcoverde (PP-PI), rebateu as críticas de Haddad. Ele atribui o atraso a “confusões jurídicas com o Supremo Tribunal Federal”, as quais ele considera serem responsabilidade do governo.

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Arcoverde reafirmou que o colegiado sempre esteve disposto a discutir e votar a Lei Orçamentária Anual de 2025.

Relação entre os Poderes

Vista aérea da Praça dos Três Poderes, em BrasíliaVista aérea da Praça dos Três Poderes, em Brasília
Vista aérea da Praça dos Três Poderes, em Brasília |
Foto: Agência Senado/Geraldo Magela

Os parlamentares têm até 10 de março para avaliar o texto na comissão — prazo apertado ao considerar a data atual, segunda-feira, 24 de fevereiro. Depois da análise, o Orçamento ainda precisa passar no plenário do Congresso para entrar em vigor.

Haddad ressaltou que “lamentavelmente o Congresso ainda não apreciou o Orçamento” e mencionou que “é a terceira vez em 20 anos que o Orçamento não é aprovado no prazo constitucional”. A jornalistas, ele afirmou a urgência de incorporar medidas aprovadas anteriormente aos gastos deste ano.

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“O Congresso aprovou uma série de medidas importantes antes, no final do ano, mas agora é hora de incorporá-las ao Orçamento e aprovar”, disse o ministro da Fazenda.



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