Deputado do União Brasil recusa convite para ser ministro de Lula

O deputado federal Pedro Lucas (União-MA) não fará parte do primeiro escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na noite desta terça-feira, 22, o União Brasil informou que o parlamentar rejeitou o convite para ser ministro das Comunicações. Sem ir para a Esplanada dos Ministérios, o político maranhense permanecerá como líder do partido na Câmara dos Deputados.

Com 45 anos de idade, Lucas está em seu segundo mandato como deputado federal pelo Maranhão. Chegou à Câmara dos Deputados depois de ser eleito vereador de São Luís por duas vezes. Antes de integrar o União Brasil, ele era do PTB.

O anúncio de que Luca seria o mais novo ministro das Comunicações se deu no dia 10 de abril. A postura de agora do União Brasil evidencia, contudo, que o Palácio do Planalto fez o aviso sem combinar com o deputado nem com a direção do partido.

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“Depois de uma avaliação cuidadosa, e em consonância com a bancada federal, o deputado Pedro Lucas optou por permanecer à frente da liderança do União Brasil na Câmara”, afirmou, em nota divulgada à imprensa, o presidente nacional da sigla, Antonio Rueda. “Posição estratégica para o partido diante da complexidade da agenda legislativa que se apresenta.”

O deputado também se manifestou publicamente. Ele pediu desculpas a Lula, mas confirmou que decidiu não assumir o cargo no governo federal.

“Minhas mais sinceras desculpas ao presidente Lula por não poder atender a esse convite”, afirmou Lucas. “Recebo seu gesto com gratidão e reafirmo minha disposição para o diálogo institucional, sempre em favor do Brasil.”

Flávio Dino, União Brasil, Maranhão e o comando do Ministério das Comunicações

DF - JUSCELINO FILHO/PGR/INDICIAMENTO/ARQUIVO - POLÍTICA - Foto de arquivo de 23/05/2023 do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, durante cerimônia de posse na Presidência da Telebras, na sede da pasta em Brasília (DF). A Procuradoria- Geral da República (PGR) denunciou o ministro nesta terça-feira, 8 de abril de 2025, por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de emendas quando ele era deputado federal. Agora cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) decidir se aceita ou não a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. 23/05/2023 - Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDODF - JUSCELINO FILHO/PGR/INDICIAMENTO/ARQUIVO - POLÍTICA - Foto de arquivo de 23/05/2023 do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, durante cerimônia de posse na Presidência da Telebras, na sede da pasta em Brasília (DF). A Procuradoria- Geral da República (PGR) denunciou o ministro nesta terça-feira, 8 de abril de 2025, por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de emendas quando ele era deputado federal. Agora cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) decidir se aceita ou não a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. 23/05/2023 - Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Juscelino Filho deixou o Ministério das Comunicações, mas só depois de ser alvo de denúncia por parte da Procuradoria-Geral da República | Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

Caso aceitasse o convite feito por Lula, Pedro Lucas iria suceder Juscelino Filho, também do União Brasil do Maranhão, no comando do Ministério das Comunicações. Juscelino pediu demissão em 8 de abril. A decisão ocorreu no mesmo dia em que ele se tornou alvo de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. De acordo com o Ministério Público Federal, há suspeitas do envolvimento dele com esquemas de desvio de dinheiro.

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Além de serem do União Brasil do Maranhão, Lucas e Juscelino têm outro ponto em comum. Conforme destacou Silvio Navarro em análise na coluna No Ponto, os dois integram as alianças políticas de Flávio Dino. Hoje no Supremo Tribunal Federal, ele governou o Estado nordestino por dois mandatos e serviu como ministro da Justiça no início da atual gestão sob comando de Lula.

“Pedro Lucas foi uma espécie de secretário de Dino no governo do Maranhão — presidiu a Agência Executiva Metropolitana, responsável por mobilidade, coleta de lixo e saneamento”, informou Navarro. “Jovem, ele foi nomeado para esse posto quando era vereador de São Luís. Dino é seu padrinho político no Estado, embora o pai, Pedro Fernandes, também tenha exercido mandato de deputado.”

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