
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O vereador Flavio Valle apresentou um projeto de lei na Câmara do Rio que institui oficialmente o Roteiro Turístico Judaico da cidade, com o objetivo de preservar a memória da comunidade judaica e fomentar o turismo cultural no município. A proposta lista 71 locais, entre sinagogas, museus, praças, cemitérios, restaurantes, teatros e monumentos que fazem parte da história e da presença judaica no Rio de Janeiro.
“É uma forma de reconhecer a enorme contribuição da comunidade judaica para o desenvolvimento social, econômico e cultural do Rio. E também de valorizar o turismo de memória e a diversidade religiosa”, defende Flavio Valle, autor do projeto.
O roteiro proposto contempla desde o tradicional Grande Templo Israelita, no Centro, até pontos culturais como o Teatro Casa Grande, no Leblon, além de praças, sinagogas, clubes, museus, memoriais e até restaurantes, como o Baduk e o The Bakers, ambos na Zona Sul.
Na lista, há locais emblemáticos como:
- Memorial do Holocausto e Parque Itzhak Rabin, em Botafogo
- Praça Chaim Weitzman, também em Botafogo
- Praça David Ben Gurion, nas Laranjeiras
- Mirante Hans Stern, no Leblon
- Museu Judaico do Rio, no Centro
- Cemitério Comunal Israelita, no Caju, e o histórico Cemitério das Polacas, em Inhaúma
- Clube Hebraica, nas Laranjeiras, e o Clube Israelita Brasileiro, em Copacabana
- SAARA, na região central, que teve forte presença judaica em sua formação
O projeto também prevê que a Prefeitura poderá firmar parcerias com entidades públicas e privadas, especialmente dos setores de turismo, cultura e educação, para garantir a implementação, a sinalização e a divulgação do roteiro.
Entre os espaços culturais, estão incluídos ainda o Teatro Adolpho Bloch, na Glória, e o Centro Cultural e Esportivo Israelita Adolpho Bloch, na Barra da Tijuca. O roteiro também passa por lugares pouco conhecidos, como o Sítio Histórico Isey Levi, na Rua 1º de Março, e o Sítio Histórico Bernard Wallerstain, na Rua do Ouvidor, além da chamada “Yiddish Avenida”, na Cidade Nova.
O projeto destaca que o roteiro não se limita a locais religiosos, incluindo também estabelecimentos gastronômicos e comerciais de tradição judaica, como os restaurantes Kosher Place, Shaqshuk, Teva, Balcão, além da icônica Confeitaria Kurt, no Leblon, fundada por um imigrante judeu que fugiu da guerra na Europa.
A proposta agora tramita nas comissões da Câmara antes de ser votada em plenário. Caso aprovada, o Rio passará a ter oficialmente um roteiro turístico voltado à memória e à cultura judaica, alinhando turismo, história e diversidade cultural.
“A criação deste roteiro é uma oportunidade de aproximar cariocas e turistas da rica trajetória da comunidade judaica na cidade, que atravessa séculos de contribuições nas áreas cultural, econômica e social”, completa Flavio Valle.
