Sociedade Amigos de Copacabana reclama da falta de identificação visual dos ambulantes nas praias do Rio

Avenida Atlântica, em Copacabana – Foto: Cleomir Tavares/ Diário do Rio

A Sociedade Amigos de Copacabana (SMAC) cobra a Secretaria de Ordem Pública (SEOP) a identificação dos vendedores ambulantes da orla da cidade. A demanda é de 2019, mas foi paralisada graças à eclosão da pandemia.

As ações foram retomadas pela SEOP em 2023. Entre os dias 13 e 15 de março daquele ano, a secretaria entregou 400 coletes de identificação e crachás de autorização para os ambulantes tiracolo, ou seja, para os vendedores de cangas, biquínis, mate, biscoitos, protetores solares, de toda a orla do Rio.

Com a medida, a Prefeitura tinha como objetivo aumentar a segurança da população e dos ambulantes, que, na ocasião, participaram de uma palestra promovida pela Coordenadoria de Controle Urbano (CCU), órgão vinculado à SEOP, sobre o uso adequado do material, boas práticas e regras para permanência nas praias.

A identificação dos ambulantes, além de auxiliar a fiscalização, também seria útil aos turistas que frequentam as praias do Rio, pois indicaria que ambulante é regularizado pelo poder público.

Pelo planejamento inicial, os agentes da Seop fariam uma abordagem educativa aos negociantes para conscientizá-los sobre a importância do uso do equipamento de identificação. Em caso de não utilização do crachá e do colete, a multa prevista é de R$ 420,00.

Mas a Prefeitura, segundo a SAC, abandonou a iniciativa, que é um uma reivindicação antiga da associação de moradores local para ordenamento da orla.

Moradores de Copacabana pedem à administração municipal que retome a identificação dos ambulantes que atuam nas praias do Rio de Janeiro. A cidade, após um duro período enfrentado durante a pandemia, recebe mais e mais visitantes nacionais e globais, em uma inequívoca manifestação de retomada das suas atividades turísticas e econômicas.

Menos uma faixa para pedestres aos domingos

A Sociedade Amigos de Copacabana reclama ainda de uma proposta discutida por dois vereadores para transformar uma das pistas de rolamento da Avenida Atlântica em um faixa de circulação de bicicletas, patinetes e afins.

Na prática, a área destinada aos pedestres aos domingos e feriados seria diminuída para gerar mais espaço para a traçado da ciclovia. A SAC lembra que é proibido que ciclistas acima de 8 anos pedalem na área de lazer; o que não é respeitado por falta de fiscalização. A invasão do espaço dos pedestres já resultou em vários acidentes.

Segunda a entidade, a proposta pode ser interessante, desde que haja regras claras e fiscalização, sob pena de aumentar o número de de acidentes.
Nas redes sociais da entidade, os internautas criticaram a iniciativa:

“Acho melhor criar uma faixa para corredores para que eles saiam da ciclovia, mas não adianta lei sem fiscalização.
Se for pra deixar desordenado, melhor ficar a bagunça que está”,
disse uma instagrammer.

“Mal conseguem fiscalizar e punir quem trafega de bicicleta e afins na área de lazer, e querem misturar pedestres com ciclistas nesta mesma área… que beleza!”, ironizou outra usuária da rede.Ao vereador Flávio Valle, um internauta da @comissaosegurancaciclismo.rio alertou sobre as dificuldades de mobilidade que a medida pode gerar: @flaviovalle.rio não faça isso! Você criará mais uma ‘barreira’ para as pessoas chegarem e saírem da praia! Essa ‘faixa extra’ deveria ser feita na outra pista (retirando o espaço dos automóveis) e não dentro da área de lazer que, assim como a ciclovia, existe já tem uma demanda enorme de pessoas. Já demos essa sugestão para a @cetrio.rio. Pode acreditar. Se você fizer essa faixa dentro da área de lazer os conflitos podem até piorar”, disse ele acrescentando:@flaviovalle.rio dessa forma o canteiro central (aos domingos e feriados) faria parte da área de lazer estendida e, consequentemente, as vagas de estacionamento seriam para paradas dos autopropelidos e bicicletas elétricas. Dessa forma, não seriam ‘estacionadas’ no calçadão como atualmente são! Ou seja, essa ‘faixa extra’ sendo feita na pista de rolamento dos carros iria resolver vários problemas de uma vez só”, finalizou.

Apesar das muitas críticas houve internautas a favor: “Acho prudente, considerando que o número de bicicletas aumentou muito, e tem bikes elétricas, patinetes, skates, tudo na ciclovia”, disse um deles.

“Melhor essa faixa extra do que ter um monte de bicicletas e patinetes em alta velocidade circulando entre as pessoas”, afirmou outro participante.

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