
A base do governo Lula sofreu reveses importantes no Congresso Nacional nesta terça-feira (18), revelando uma crescente fragilidade política do Planalto.
Entre os principais episódios está a derrubada de vetos presidenciais com impactos diretos nas contas públicas e o avanço da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar irregularidades no INSS, que já teve o requerimento de instalação lido.
O sinal mais preocupante para o Palácio do Planalto, no entanto, veio do placar da votação que aprovou o regime de urgência do decreto que altera a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Com 346 votos a favor e apenas 97 contrários, a oposição mostrou força e indicou que o governo enfrentará dificuldades para manter o texto quando ele for analisado em definitivo.
“Pelo que observo no plenário, pelo menos da perspectiva dos partidos, é que o placar será elástico também na votação do mérito”, afirmou o deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ), presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, em entrevista ao NeoFeed.
Lopes reconheceu o ‘esforço’ do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na tentativa de defender a proposta, mas questionou a narrativa usada pelo governo, segundo a qual o imposto afetaria apenas os mais ricos. “A metáfora de que o imposto vai atingir apenas quem mora na cobertura é boa, mas não resolve o problema brasileiro”, criticou.
Para o parlamentar, o entrave é mais profundo. “Estamos todos interconectados numa economia sobretaxada, sem investimento em estrutura de capital, logística ou na própria infraestrutura”, completou. Segundo ele, nada proposto pelo governo e sua equipe econômica mudará a realidade fiscal brasileira.
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A base do governo Lula sofreu reveses importantes no Congresso Nacional nesta terça-feira (18), revelando uma crescente fragilidade política do Planalto.
Entre os principais episódios está a derrubada de vetos presidenciais com impactos diretos nas contas públicas e o avanço da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar irregularidades no INSS, que já teve o requerimento de instalação lido.
O sinal mais preocupante para o Palácio do Planalto, no entanto, veio do placar da votação que aprovou o regime de urgência do decreto que altera a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Com 346 votos a favor e apenas 97 contrários, a oposição mostrou força e indicou que o governo enfrentará dificuldades para manter o texto quando ele for analisado em definitivo.
“Pelo que observo no plenário, pelo menos da perspectiva dos partidos, é que o placar será elástico também na votação do mérito”, afirmou o deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ), presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, em entrevista ao NeoFeed.
Lopes reconheceu o ‘esforço’ do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na tentativa de defender a proposta, mas questionou a narrativa usada pelo governo, segundo a qual o imposto afetaria apenas os mais ricos. “A metáfora de que o imposto vai atingir apenas quem mora na cobertura é boa, mas não resolve o problema brasileiro”, criticou.
Para o parlamentar, o entrave é mais profundo. “Estamos todos interconectados numa economia sobretaxada, sem investimento em estrutura de capital, logística ou na própria infraestrutura”, completou. Segundo ele, nada proposto pelo governo e sua equipe econômica mudará a realidade fiscal brasileira.
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