PL junto com o PT? Deputado de SC vota a favor de 200 cargos no STF

O deputado federal Daniel Freitas (PL-SC), representante de Criciúma, votou a favor da criação de 200 novos cargos no Supremo Tribunal Federal (STF) durante sessão realizada na noite desta terça-feira (9).


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O gesto chamou atenção porque Freitas se alinhou ao Partido dos Trabalhadores (PT) na aprovação da medida, que enfrenta resistência dentro do próprio PL e de outras siglas da oposição.

O que diz o projeto aprovado

A proposta aprovada é o texto-base do Projeto de Lei 769/24, enviado pelo presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso.

O projeto prevê:

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  • 160 funções comissionadas (FC-6), classificadas como “assistente VI”
  • 40 cargos para técnicos judiciários ligados à Polícia Judicial

Esses cargos são destinados a servidores de carreira e têm como objetivo ampliar a estrutura administrativa dos gabinetes dos ministros.

Impacto financeiro previsto

Segundo estimativas oficiais:

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  • R$ 7,8 milhões por ano com os novos cargos comissionados
  • R$ 22 milhões no total nos primeiros três anos, considerando encargos e reajustes

Como foi a votação

A votação foi conduzida pelo deputado Carlos Veras (PT-PE), que presidia interinamente a Mesa Diretora. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), participava de reunião com o governo e o Senado.

O texto ainda depende da votação de destaques, marcada para quarta-feira (10).

Deputados de SC que votaram a favor

Além de Daniel Freitas, também votaram a favor os deputados:

  • Ana Paula Lima (PT)
  • Pedro Uczai (PT)

Reações no PL e na oposição

Apesar de ser do PL, Freitas integrou um grupo de apenas seis deputados do partido que apoiaram o projeto. Estavam com ele:

  • Antonio Carlos Rodrigues (SP)
  • Ícaro de Valmir (SE)
  • Junior Lourenço (MA)
  • Sonize Barbosa (AP)
  • Tiririca (SP)

A postura gerou repercussões entre eleitores e parlamentares da base conservadora.

Críticas durante os debates

Deputados de diferentes partidos criticaram o projeto. Cabo Gilberto Silva (PL-PB) chamou a medida de “imoral e injusta”. Já Carlos Jordy (PL-RJ) disse que o Congresso estaria ampliando “privilégios para os algozes do Parlamento”.

O deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ) também demonstrou resistência e defendeu a realização de concursos públicos em vez da criação de cargos comissionados:

“Os órgãos públicos precisam ter o tamanho necessário, mas com acesso justo.”

Defesa da proposta

O relator da proposta, Stélio Dener (Republicanos-RR), defendeu o texto e afirmou que o STF não cria novos cargos comissionados há mais de 10 anos.

“Um Judiciário eficiente é fundamental para garantir os direitos dos cidadãos”, declarou.

Próximos passos

O projeto ainda passará por votação final nesta semana. Se aprovado definitivamente, os novos cargos poderão ser implementados já a partir do exercício financeiro de 2025.



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