Um prédio abandonado no bairro São Vicente, em Itajaí, está com os dias contados. O local, que virou ponto de prostituição, uso de drogas e abrigo para pessoas em situação de rua, será demolido ainda neste mês, segundo anunciou o prefeito Robison Coelho em suas redes sociais.
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“Vai pro chão. Essa semana eu trago as novidades”, disse o prefeito, ao lado do imóvel tomado por entulhos. No vídeo, ele afirma que moradores da região vêm cobrando há anos uma solução para o prédio, que representa risco constante à segurança da comunidade.
Com uma decisão judicial em mãos, a prefeitura promete agir em conjunto com a Guarda Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Obras e Secretaria de Urbanismo. “Estamos cuidando das pessoas e ocupando os espaços com responsabilidade”, escreveu o prefeito na publicação.
A medida foi anunciada em meio a um aumento de denúncias envolvendo violência, furtos e insegurança pública causados por ocupações irregulares em imóveis abandonados de Itajaí. Casos recentes, inclusive, ligam pessoas em situação de rua a episódios graves, como invasões, brigas e ataques a comerciantes e moradores. “Esse espaço estava sendo usado de forma ilegal, colocando em risco a vida de quem vive e trabalha por perto”, declarou Robison.
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Durante a gravação, o prefeito usou termos populares para reforçar o tom firme da gestão: “Esse prédio virou abrigo pra casqueirada, gente que não quer mudar de vida. Quem quer, a gente ajuda. Mas quem escolheu a cidade errada, infelizmente, vai ter que procurar outro lugar.”
Nos comentários, parte da população aprovou a iniciativa, elogiando a postura direta do prefeito. “Gosto dessa fala: eu vou resolver! Muito, prefeito!”, escreveu uma seguidora. Outros, no entanto, lamentaram a decisão e sugeriram alternativas, como transformar o prédio em moradia popular. “Será que não dava pra reformar e colocar no programa de casa própria?”, questionou um morador. Em resposta, Robison foi categórico: “Ele tá condenado. Não tem mais recuperação.”
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O termo “casqueirada”, usado pelo prefeito para se referir a usuários de drogas, gerou polêmica, mas também viralizou entre apoiadores. “Sabe que o prefeito é brabo quando não fala ‘usuários de substâncias’, fala ‘casqueirada’”, ironizou um seguidor.
O debate nas redes revela um dilema que não é novo: o que fazer com imóveis abandonados que viram abrigo improvisado para pessoas em situação de vulnerabilidade? Para a atual gestão, a prioridade é desocupar os espaços e evitar que eles virem redutos do crime e da insegurança.
