Alckmin defende negociação urgente com os EUA: ‘Bom é que se resolva nos próximos dias’ – Jovem Pan

WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
DF – EUA/TRUMP/TARIFAS/COMITÊ/REUNIÃO/ALCKMIN – POLÍTICA – O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, fala após comandar a primeira reunião do comitê com o setor produtivo para debater as tarifas de 50% anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta terça-feira, 15 de julho de 2025. Alckmin classificou a decisão do governo americano como absolutamente inadequada. 15/07/2025 – Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira (16), que o governo brasileiro quer negociação urgente, mas não vê problema se for preciso prorrogar o início da vigência das tarifas pelos Estados Unidos. As novas cobranças começam a partir de 1º de agosto, segundo anúncio do presidente americano, Donald Trump.

“Nós queremos negociação, é urgente. O bom é que se resolva nos próximos dias”, afirmou Alckmin a jornalistas após reunião com o presidente da Câmara Americana de Comércio para Brasil (Amcham Brasil), Abrão Neto, nesta tarde, na sede do MDIC. Ele completou: “Se houver necessidade nessa negociação de prorrogar o prazo para início das tarifas, não vejo problema”.

Segundo ele, esse é o “sentimento geral”, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os empresários brasileiros (dos setores industrial, do agronegócio, de serviços e do comércio) e as empresas americanas. “Os Estados Unidos, o segundo maior superávit que eles têm é com o Brasil. Se cai o comércio, eles vão perder um dos poucos países com que eles têm superávit. Então, não tem lógica, por isso o empenho para resolver”, disse ainda o vice-presidente.

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Investigação americana não é inédita

Alckmin disse que há pouca preocupação do governo federal sobre as investigações anunciadas pelos Estados Unidos sobre aspectos da economia brasileira, incluindo o PIX. “Não é a primeira vez que é feito isso. Da outra vez explicamos e vamos explicar”, afirmou a jornalistas após a série de reuniões que teve com o setor produtivo durante esta quarta-feira, 16.

O foco do Executivo, segundo Alckmin, segue sendo reverter as tarifas de 50% para exportações brasileiras a partir de 1º de agosto. “O que temos que resolver é a questão tarifária. Ela não se justifica nesse patamar.” Sobre as questões alvo da investigação, o vice-presidente elencou respostas. Sobre o PIX, disse se tratar de um meio de pagamento modelo e de sucesso. Quanto ao desmatamento, também alvo dos EUA, Alckmin afirmou que o País tem reduzido o problema com a meta de zerá-lo.

O tempo de processos para registrar patentes no Brasil, outra reclamação do governo de Donald Trump, tem sido reduzido, apontou o vice-presidente. “Registrar patente demorava sete anos Caiu para quatro e deve cair para dois até o final do ano que vem.”

Comitê interministerial

O nomeado Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais foi oficializado no decreto que regula a Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/25). Como primeira missão, o grupo terá o objetivo de ouvir os setores empresariais para detectar as implicações do anúncio, pelos EUA, de tarifas de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, a partir do dia 1º de agosto.

Nesta quarta, foram realizadas três reuniões com o setor produtivo para discutir ações contra as tarifas anunciadas pelos EUA. Até aqui, a principal proposta do empresariado é de buscar pelo menos mais 90 dias de discussão e evitar retaliações o quanto for possível. Representantes do setor agropecuário pediram cautela ao Executivo nas negociações e que as tratativas sejam esgotadas até 31 de julho.



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WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDOAlckmin fala em empenho para reverter tarifas dos EUA em reunião com empresariado
DF – EUA/TRUMP/TARIFAS/COMITÊ/REUNIÃO/ALCKMIN – POLÍTICA – O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, fala após comandar a primeira reunião do comitê com o setor produtivo para debater as tarifas de 50% anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta terça-feira, 15 de julho de 2025. Alckmin classificou a decisão do governo americano como absolutamente inadequada. 15/07/2025 – Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira (16), que o governo brasileiro quer negociação urgente, mas não vê problema se for preciso prorrogar o início da vigência das tarifas pelos Estados Unidos. As novas cobranças começam a partir de 1º de agosto, segundo anúncio do presidente americano, Donald Trump.

“Nós queremos negociação, é urgente. O bom é que se resolva nos próximos dias”, afirmou Alckmin a jornalistas após reunião com o presidente da Câmara Americana de Comércio para Brasil (Amcham Brasil), Abrão Neto, nesta tarde, na sede do MDIC. Ele completou: “Se houver necessidade nessa negociação de prorrogar o prazo para início das tarifas, não vejo problema”.

Segundo ele, esse é o “sentimento geral”, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os empresários brasileiros (dos setores industrial, do agronegócio, de serviços e do comércio) e as empresas americanas. “Os Estados Unidos, o segundo maior superávit que eles têm é com o Brasil. Se cai o comércio, eles vão perder um dos poucos países com que eles têm superávit. Então, não tem lógica, por isso o empenho para resolver”, disse ainda o vice-presidente.

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Investigação americana não é inédita

Alckmin disse que há pouca preocupação do governo federal sobre as investigações anunciadas pelos Estados Unidos sobre aspectos da economia brasileira, incluindo o PIX. “Não é a primeira vez que é feito isso. Da outra vez explicamos e vamos explicar”, afirmou a jornalistas após a série de reuniões que teve com o setor produtivo durante esta quarta-feira, 16.

O foco do Executivo, segundo Alckmin, segue sendo reverter as tarifas de 50% para exportações brasileiras a partir de 1º de agosto. “O que temos que resolver é a questão tarifária. Ela não se justifica nesse patamar.” Sobre as questões alvo da investigação, o vice-presidente elencou respostas. Sobre o PIX, disse se tratar de um meio de pagamento modelo e de sucesso. Quanto ao desmatamento, também alvo dos EUA, Alckmin afirmou que o País tem reduzido o problema com a meta de zerá-lo.

O tempo de processos para registrar patentes no Brasil, outra reclamação do governo de Donald Trump, tem sido reduzido, apontou o vice-presidente. “Registrar patente demorava sete anos Caiu para quatro e deve cair para dois até o final do ano que vem.”

Comitê interministerial

O nomeado Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais foi oficializado no decreto que regula a Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/25). Como primeira missão, o grupo terá o objetivo de ouvir os setores empresariais para detectar as implicações do anúncio, pelos EUA, de tarifas de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, a partir do dia 1º de agosto.

Nesta quarta, foram realizadas três reuniões com o setor produtivo para discutir ações contra as tarifas anunciadas pelos EUA. Até aqui, a principal proposta do empresariado é de buscar pelo menos mais 90 dias de discussão e evitar retaliações o quanto for possível. Representantes do setor agropecuário pediram cautela ao Executivo nas negociações e que as tratativas sejam esgotadas até 31 de julho.

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