
O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, reagiu com ironia ao relatório divulgado pelo governo dos Estados Unidos que abre uma investigação comercial contra o Brasil. Entre os pontos citados no documento, estão a rua 25 de Março, em São Paulo, conhecida pelo comércio popular, e o uso do Pix, sistema eletrônico de pagamentos desenvolvido pelo Banco Central.
Durante um evento no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (17), Rui criticou a inclusão da tradicional rua paulistana em um relatório de comércio internacional.
“Não dá para imaginar um cenário onde uma das duas maiores potências do mundo está preocupada com a 25 de Março e coloca isso num documento internacional”, declarou.
O relatório, assinado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), acusa o Brasil de não agir com eficiência no combate à pirataria e ao comércio de produtos falsificados.
Segundo o texto, “o Brasil não conseguiu abordar de forma eficaz a importação, distribuição, venda e uso generalizado de produtos falsificados”.
A 25 de Março, de acordo com o documento, seria um dos principais centros dessa atividade. “A falsificação continua generalizada porque as operações de fiscalização não são seguidas por medidas de penalidades de nível dissuasivo e interrupção de longo prazo dessas práticas comerciais ilícitas”, aponta o relatório.
Além disso, os EUA questionam o modelo de pagamento via Pix, alegando que o país estaria adotando práticas consideradas injustas para favorecer seu próprio sistema financeiro.
“O Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, entre outras, a promoção de seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, afirma outro trecho.
Rui Costa respondeu afirmando que o Brasil sofre com o que chamou de “intromissão absolutamente indevida”. Para ele, o Pix é uma ferramenta legítima, amplamente adotada pela população, empresas e bancos. “[Os EUA estão] preocupados com o meio de pagamento que um país adota e é abraçado por toda a população, empresas, sistema financeiro, que é o Pix”, disse.
O ministro classificou a postura norte-americana como “inacreditável” e defendeu uma resposta firme, porém diplomática.
“Nenhuma outra nação ou líder mundial pode escolher, seja a atividade que vai se dar na 25 de Março, seja o meio de pagamento ou qualquer outra coisa que seja de definição do Brasil”, afirmou. Para Rui, o caminho para lidar com a situação passa por “muito diálogo, firmeza e altivez”. (Foto: EBC; Fonte: UOL)
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O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, reagiu com ironia ao relatório divulgado pelo governo dos Estados Unidos que abre uma investigação comercial contra o Brasil. Entre os pontos citados no documento, estão a rua 25 de Março, em São Paulo, conhecida pelo comércio popular, e o uso do Pix, sistema eletrônico de pagamentos desenvolvido pelo Banco Central.
Durante um evento no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (17), Rui criticou a inclusão da tradicional rua paulistana em um relatório de comércio internacional.
“Não dá para imaginar um cenário onde uma das duas maiores potências do mundo está preocupada com a 25 de Março e coloca isso num documento internacional”, declarou.
O relatório, assinado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), acusa o Brasil de não agir com eficiência no combate à pirataria e ao comércio de produtos falsificados.
Segundo o texto, “o Brasil não conseguiu abordar de forma eficaz a importação, distribuição, venda e uso generalizado de produtos falsificados”.
A 25 de Março, de acordo com o documento, seria um dos principais centros dessa atividade. “A falsificação continua generalizada porque as operações de fiscalização não são seguidas por medidas de penalidades de nível dissuasivo e interrupção de longo prazo dessas práticas comerciais ilícitas”, aponta o relatório.
Além disso, os EUA questionam o modelo de pagamento via Pix, alegando que o país estaria adotando práticas consideradas injustas para favorecer seu próprio sistema financeiro.
“O Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, entre outras, a promoção de seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, afirma outro trecho.
Rui Costa respondeu afirmando que o Brasil sofre com o que chamou de “intromissão absolutamente indevida”. Para ele, o Pix é uma ferramenta legítima, amplamente adotada pela população, empresas e bancos. “[Os EUA estão] preocupados com o meio de pagamento que um país adota e é abraçado por toda a população, empresas, sistema financeiro, que é o Pix”, disse.
O ministro classificou a postura norte-americana como “inacreditável” e defendeu uma resposta firme, porém diplomática.
“Nenhuma outra nação ou líder mundial pode escolher, seja a atividade que vai se dar na 25 de Março, seja o meio de pagamento ou qualquer outra coisa que seja de definição do Brasil”, afirmou. Para Rui, o caminho para lidar com a situação passa por “muito diálogo, firmeza e altivez”. (Foto: EBC; Fonte: UOL)
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