
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, negou ter participado de qualquer articulação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) relacionada a um suposto ‘golpe de Estado’ após o pleito de 2022. A declaração foi dada à CNN após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, anunciar que pretende notificar o governador a respeito de menções feitas durante uma audiência da Corte.
Durante a sessão, realizada nesta quarta-feira (16), o advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Filipe G. Martins questionou o tenente-coronel Mauro Cid sobre a eventual presença de Tarcísio no Palácio da Alvorada no dia em que teria ocorrido a chamada “reunião do golpe”. A defesa de Martins citou registros de entrada no Palácio indicando que ele e Tarcísio estiveram no local em horários próximos.
Em entrevista à CNN, o governador afirmou que o tema já havia sido abordado anteriormente: “Esse assunto é antigo. Lá atrás, ainda na fase de instrução, antes das oitivas, quando o relatório da PF estava sendo concluído, havia a lista de entradas no Alvorada. Eu visitei o Alvorada algumas vezes. Fui para os Estados Unidos após a eleição e, depois, ia a Brasília durante a transição para organizar a mudança para São Paulo da minha família. E passava pelo Alvorada para ver o presidente (Bolsonaro)”.
Tarcísio acrescentou que esteve na residência oficial nos dias 10 de dezembro, 15 de novembro e 19 de novembro. “Disse isso em meu depoimento como testemunha à Polícia Federal”, completou.
O governador ainda explicou que, quando vieram à tona as listas de entrada no Alvorada, partidos de esquerda solicitaram à Procuradoria-Geral da República sua inclusão como investigado.
“Mas, de fato, como eu não participei de nada, de reunião e conversa alguma sobre esse assunto, isso não ocorreu. Eu ia lá, sim, visitar o presidente, mas para mostrar solidariedade a ele”.
Sobre uma das datas em que, segundo a PGR, teria sido debatida uma minuta com teor golpista, Tarcísio declarou: “Eu me lembro bem: o presidente não estava dentro do Alvorada, estava na varanda, na parte de trás. Conversei com ele por um período. Foram conversas rápidas”.
Ele também negou qualquer contato com o ex-assessor de Bolsonaro: “Não vi nem estive com Filipe Martins. Isso foi explorado no depoimento. […] Não tenho intimidade com Filipe Martins. Não participei de reunião nenhuma sobre esse assunto. Isso já foi objeto de pedido de apuração e não se chegou a nada. Estou tranquilo”.
Em nota oficial divulgada após a entrevista, o governo paulista reforçou: “Tarcísio de Freitas jamais participou ou tomou conhecimento de qualquer reunião sobre o assunto mencionado. Todos os esclarecimentos sobre sua presença no Palácio da Alvorada já foram devidamente prestados em seu depoimento, realizado no dia 30 de maio, bem como analisados e arquivados pela Procuradoria-Geral da República. O governador não foi oficiado”.
A sessão no STF teve momentos tensos. Chiquini questionou o uso da planilha de acesso ao Palácio como prova contra seu cliente, o que gerou atrito com Moraes.
O ministro acusou o advogado de fazer insinuações e o interrompeu. A tensão aumentou ainda mais na quarta (16), quando Moraes interrompeu novamente o advogado, que insistia em perguntas sobre a atuação do GSI no Planalto em 8 de janeiro de 2023.
Durante a discussão, Moraes chamou de “golpistas” os envolvidos nos atos de ‘8 de Janeiro’ e afirmou que “as imagens são claras” quanto ao que ocorreu naquele dia. (Foto: EBC; Fonte: CNN)
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, negou ter participado de qualquer articulação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) relacionada a um suposto ‘golpe de Estado’ após o pleito de 2022. A declaração foi dada à CNN após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, anunciar que pretende notificar o governador a respeito de menções feitas durante uma audiência da Corte.
Durante a sessão, realizada nesta quarta-feira (16), o advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Filipe G. Martins questionou o tenente-coronel Mauro Cid sobre a eventual presença de Tarcísio no Palácio da Alvorada no dia em que teria ocorrido a chamada “reunião do golpe”. A defesa de Martins citou registros de entrada no Palácio indicando que ele e Tarcísio estiveram no local em horários próximos.
Em entrevista à CNN, o governador afirmou que o tema já havia sido abordado anteriormente: “Esse assunto é antigo. Lá atrás, ainda na fase de instrução, antes das oitivas, quando o relatório da PF estava sendo concluído, havia a lista de entradas no Alvorada. Eu visitei o Alvorada algumas vezes. Fui para os Estados Unidos após a eleição e, depois, ia a Brasília durante a transição para organizar a mudança para São Paulo da minha família. E passava pelo Alvorada para ver o presidente (Bolsonaro)”.
Tarcísio acrescentou que esteve na residência oficial nos dias 10 de dezembro, 15 de novembro e 19 de novembro. “Disse isso em meu depoimento como testemunha à Polícia Federal”, completou.
O governador ainda explicou que, quando vieram à tona as listas de entrada no Alvorada, partidos de esquerda solicitaram à Procuradoria-Geral da República sua inclusão como investigado.
“Mas, de fato, como eu não participei de nada, de reunião e conversa alguma sobre esse assunto, isso não ocorreu. Eu ia lá, sim, visitar o presidente, mas para mostrar solidariedade a ele”.
Sobre uma das datas em que, segundo a PGR, teria sido debatida uma minuta com teor golpista, Tarcísio declarou: “Eu me lembro bem: o presidente não estava dentro do Alvorada, estava na varanda, na parte de trás. Conversei com ele por um período. Foram conversas rápidas”.
Ele também negou qualquer contato com o ex-assessor de Bolsonaro: “Não vi nem estive com Filipe Martins. Isso foi explorado no depoimento. […] Não tenho intimidade com Filipe Martins. Não participei de reunião nenhuma sobre esse assunto. Isso já foi objeto de pedido de apuração e não se chegou a nada. Estou tranquilo”.
Em nota oficial divulgada após a entrevista, o governo paulista reforçou: “Tarcísio de Freitas jamais participou ou tomou conhecimento de qualquer reunião sobre o assunto mencionado. Todos os esclarecimentos sobre sua presença no Palácio da Alvorada já foram devidamente prestados em seu depoimento, realizado no dia 30 de maio, bem como analisados e arquivados pela Procuradoria-Geral da República. O governador não foi oficiado”.
A sessão no STF teve momentos tensos. Chiquini questionou o uso da planilha de acesso ao Palácio como prova contra seu cliente, o que gerou atrito com Moraes.
O ministro acusou o advogado de fazer insinuações e o interrompeu. A tensão aumentou ainda mais na quarta (16), quando Moraes interrompeu novamente o advogado, que insistia em perguntas sobre a atuação do GSI no Planalto em 8 de janeiro de 2023.
Durante a discussão, Moraes chamou de “golpistas” os envolvidos nos atos de ‘8 de Janeiro’ e afirmou que “as imagens são claras” quanto ao que ocorreu naquele dia. (Foto: EBC; Fonte: CNN)
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