

O PSOL do Rio de Janeiro já começa a definir suas apostas para 2026. O partido, que hoje conta com cinco deputados federais, mira o crescimento da bancada em Brasília e não abre mão de estar presente na disputa pelo governo do estado. As informações são do Agenda do Poder.
No foco para o governo fluminense, três nomes já estão no radar. A vereadora Mônica Benício segue como principal liderança para a disputa, mas o ex-candidato ao Senado, Willian Siri, também se coloca à disposição. Recentemente, surgiu o nome do deputado Glauber Braga, que enfrenta um processo de cassação após bate-boca com integrantes do MBL no Congresso.
“Estou à disposição para o que o partido decidir”, tem dito Glauber a aliados. Mas, internamente, a ideia não é consenso. Há resistência na bancada com o risco de que o bordão “Glauber fica” perca sentido caso ele deixe a Câmara em plena crise política.
O partido tem hoje como representantes na Câmara os deputados Tarcísio Motta, Talíria Petrone, Henrique Vieira, Chico Alencar e o próprio Glauber Braga. Para aumentar a bancada, o PSOL aposta na eleição do vereador Rick Azevedo, que ficou conhecido pela PEC da jornada 6×1, tema defendido pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e que ganhou repercussão nacional. A ideia é chegar a seis deputados federais em 2027.
A dúvida maior está no Senado. Embora o PSOL sinalize presença garantida na corrida ao Palácio Guanabara, a candidatura ao Senado divide opiniões. O motivo é o provável lançamento da deputada Benedita da Silva (PT) à vaga, com apoio direto do presidente Lula.
Entre quadros do PSOL, especialmente mulheres negras, há forte simpatia pelo nome de Benedita. “Se for Benedita, não tem por que dividir votos”, dizem aliados do partido. O receio é repetir o fiasco de 2022, quando a pulverização da esquerda entre André Ceciliano e Alessandro Molon favoreceu a direita na disputa ao Senado.
