Informações recebidas com exclusividade revelam que o atual vereador Mazinho Miranda (PRD), um dos principais críticos da administração atual em Balneário Camboriú, teria solicitado, de maneira irregular, a compra de medalhas custeadas com recursos da Fundação Municipal de Esportes (FME) para serem entregues em seu próprio gabinete.
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Mazinho, que ocupou o cargo de diretor da FME durante o governo Fabrício Oliveira, teria sido beneficiado por uma manobra orquestrada por seu ex-colega de gestão, Sérgio Ricardo Borba, ex-diretor administrativo-financeiro da Fundação. Borba, mesmo exonerado desde o fim de 2024, fez no dia 11 de março deste ano um pedido de 300 medalhas à empresa fornecedora, utilizando um saldo financeiro que não foi informado durante a transição de governo, nem à própria empresa.
A tentativa de manter o caso longe dos holofotes falhou quando as medalhas foram entregues na sede da FME acompanhadas da nota fiscal. Ao ser questionada, a empresa fornecedora não hesitou: apresentou os prints da conversa com Borba e revelou o verdadeiro destino da encomenda: o gabinete de Mazinho Miranda.
Fontes ouvidas por esta reportagem indicam que Mazinho usaria as medalhas para distribuir em eventos esportivos – ou seja, para promoção pessoal.
O caso é alvo de apuração interna na prefeitura de Balneário Camboriú, segundo apurou o Jornal Razão. A compra irregular também será relatada ao Ministério Público para investigação.
A situação, além de levantar sérias questões éticas, evidencia uma contradição difícil de ignorar. Afinal, o parlamentar que se apresenta como fiscal do governo parece ter ignorado os próprios limites da legalidade e da moralidade pública.
