Em entrevista concedida à Rádio Mirador, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), fez uma defesa enfática do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), investigado pela Polícia Federal, e aproveitou para criticar o governo federal, exaltar o desempenho catarinense na economia e cobrar ação do Senado. “Isso é vingança”, resumiu, referindo-se ao cerco judicial contra o ex-presidente.
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O tom da fala foi direto, popular e recheado de metáforas. “A chapa tá quente, o pinto tá dançando. Não porque sabe dançar, mas porque a chapa tá quente”, disse o governador, apontando para o que considera uma perseguição política contra Bolsonaro.
Segundo Jorginho, promessas como “picanha e cervejinha no fim de semana” não se concretizaram e a realidade atual seria marcada por carestia, alta de preços e perda de poder de compra da população mais pobre. “O ovo que o pobre comia, hoje tá caro. A caristia aumentou. A desmoralização do governo vem metendo a mão no bolso do aposentado”, afirmou.
Defesa de Bolsonaro
Jorginho reforçou que o país precisa de paz e estabilidade para voltar a crescer. “A democracia tem que reinar de novo. O Brasil precisa disso”, declarou. Sobre as recentes investigações envolvendo Bolsonaro, foi categórico: “Isso é vingança”.
O governador catarinense também cobrou do Senado da República uma postura mais firme diante do cenário político. “Não pode ficar encolhido, embaixo da mesa. O Senado é a casa da moderação, da revisão. Tem que fazer conversas de peito aberto, defender o Brasil”, disse.
Economia de SC
A maior parte da entrevista foi dedicada ao desempenho econômico de Santa Catarina. Jorginho citou com orgulho os números de crescimento e destacou a gestão fiscal do estado como modelo. “Se nós fôssemos um país, o desempenho que a gente teve em 2024 foi melhor do que os Estados Unidos, México, Itália, França, Canadá, Coreia do Sul e o próprio Brasil”, afirmou.
Ele comparou o crescimento econômico de SC com a média nacional. “O Brasil cresceu 3,4% em 2024. Santa Catarina cresceu 5,3%. E agora em 2025, o Brasil deve crescer 3,7%. Nós vamos crescer 7,6%”, disse. “O único estado do Brasil que não aumentou tributo foi Santa Catarina. É por isso que está voando.”
O governador ainda falou sobre possíveis medidas para lidar com o impacto das tarifas de exportação: “Já estamos nos reunindo com empresários para ver como reduzir tarifas de alguns produtos, para não termos sobresaltos. O Brasil que tem que negociar. Mas aqui em SC a gente já se antecipa”, afirmou.
Exaltação ao povo catarinense
Jorginho Mello também aproveitou para fazer uma ode ao trabalhador catarinense, criticando políticas de assistência social e exaltando o “espírito produtivo” da população. “A gente tem um povo da melhor qualidade, que produz, que não fica encostado mamando nas tetas do governo”, disparou.
Segundo ele, Santa Catarina é o estado com o maior número proporcional de carteiras assinadas do país e o menor índice de beneficiários do Bolsa Família. “Nosso povo vai à luta, não fica encostado pra mamar na viúva”, repetiu. “É um bom exemplo para o Brasil e para o mundo.”
