O Partido dos Trabalhadores (PT) intensificou sua ofensiva digital nesta quarta-feira, 23, ao publicar um vídeo com ataques diretos aos apoiadores de Jair Bolsonaro. O material insinua que os eleitores do ex-presidente estariam sabotando o país, e defende que “é hora de proteger o Brasil”.
Na peça, o Brasil é retratado como um navio em meio a tempestades. Com o uso de inteligência artificial, o vídeo insere um rosto semelhante ao de Bolsonaro e afirma que há quem queira abrir um buraco no casco para afundar o navio — tudo para salvar o “ex-capitão”.
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A peça circula nas redes sociais em meio às restrições impostas ao ex-presidente. Desde sexta-feira, 18, Bolsonaro cumpre ordens determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
As medidas incluem o uso de tornozeleira eletrônica, o afastamento das redes sociais e a proibição de falar com seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ou de visitar embaixadas.
O vídeo do PT reforça o tom acusatório ao vincular a figura do ex-presidente à ideia de sabotagem. Além disso, a legenda retoma uma das bandeiras favoritas de Lula: atacar os bilionários. Segundo o material, os ricos “sempre acham que vão se salvar e nunca precisam ajudar”.
Como resultado, a campanha faz parte de uma estratégia maior, que pretende reposicionar o partido junto à classe trabalhadora. O plano mira diretamente as eleições de 2026 e aposta no antagonismo entre ricos e pobres como principal eixo narrativo.
Desde 27 de junho, o partido veicula vídeos com essa lógica. Em um deles, trabalhadores aparecem exaustos, carregando sacos com a palavra “imposto”. Enquanto isso, homens brancos engravatados, representando os super-ricos, são retratados como isentos de esforço.
PT aposta em nova peça para defender taxação dos super-ricos
Nesta quinta-feira, 24, o PT pretende lançar mais uma peça de sua campanha pela taxação dos mais ricos. O novo vídeo mostrará um trabalhador comum carregando nas costas figuras que vivem em jatinhos, mansões e iates.
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A legenda quer mobilizar o apoio à proposta de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 7 mil mensais, combinada com aumento de tributos para os super-ricos. O projeto já está em articulação no Congresso e conta com apoio da base aliada do governo.
