O Supremo Tribunal Federal (STF) mantém união em torno das decisões do ministro Alexandre de Moraes, segundo o decano Gilmar Mendes, reforçando o respaldo às ações que apuram uma suposta tentativa de golpe de Estado e outras acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos últimos dias, circulou entre aliados de Bolsonaro a informação de uma possível divisão dentro da Corte sobre os rumos das investigações conduzidas por Moraes, que envolvem acusações de obstrução de Justiça e outros delitos atribuídos a apoiadores do ex-presidente.
No entanto, Gilmar disse, em entrevista à revista Veja nesta sexta-feira, 25, que o trabalho de Moraes foi “essencial para proteger a democracia brasileira”.
“Se não fosse o Alexandre, o país teria se tornado um grande pântano institucional”, disse Gilmar Mendes. “Ele tem — e merece — o nosso integral apoio.”
Embaixada dos EUA em Brasília chama Moraes de ‘coração pulsante’ da censura e promete providências


A crise diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos ganhou um novo capítulo na quinta-feira 24. Em publicação nas redes sociais, a Embaixada dos EUA em Brasília criticou o ministro Alexandre de Moraes ao chamá-lo de “coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro”.
A nota acrescenta que as ações do magistrado repercutem além das fronteiras brasileiras e “restringem a liberdade de expressão nos EUA”.
Na mensagem, a diplomacia norte-americana cita o presidente Donald Trump e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. “Estamos atentos e tomando as devidas providências”, diz a embaixada.
Essa declaração ocorre em um momento de escalada das tensões entre Brasília e Washington. Desde que Trump retornou ao poder, a administração republicana passou a adotar um tom mais crítico em relação ao governo Lula e ao STF. A atuação de Moraes, que conduz inquéritos sobre os atos do 8 de janeiro, virou alvo de críticas nos EUA.
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