
O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou, em maio deste ano, o pagamento de R$ 2,3 milhões à empresa Polis Propaganda e Marketing, de propriedade do publicitário João Santana e de sua esposa e sócia, Mônica Moura. A informação é da Folha de SP.
O valor se refere a serviços prestados na campanha de reeleição da então presidente Dilma Rousseff, em 2014. Com a quitação, foi encerrado um processo judicial que se arrastava desde 2018.
Segundo a reportagem com dados prestados pelo partido à Justiça Eleitoral, o pagamento foi feito por meio de um único depósito e faz parte de um acordo homologado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal.
A disputa judicial teve início quando a empresa de Santana e Moura entrou com uma ação cobrando valores que, em 2018, a Justiça determinou que o PT deveria pagar. Desde então, a sigla vinha recorrendo da decisão.
Em abril deste ano, as partes chegaram a um entendimento extrajudicial, reduzindo o total da dívida de R$ 9 milhões para R$ 4 milhões. Com a dedução de valores já pagos anteriormente, ficou acertado que restavam R$ 2,7 milhões a serem quitados. Desses, R$ 2,3 milhões foram pagos à vista, com o saldo restante parcelado em cinco vezes.
João Santana foi o principal responsável pelas campanhas eleitorais que garantiram a reeleição de Lula, em 2006, e de Dilma Rousseff, em 2010 e 2014.
Ele e Mônica Moura foram presos em 2016 durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, por envolvimento em esquema de caixa dois. Ambos fizeram acordo de delação premiada no ano seguinte, devolveram cerca de R$ 80 milhões e cumpriram penas nos regimes fechado e semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica e realização de serviços comunitários.
As condenações sofridas por Santana na Justiça Federal em Curitiba foram posteriormente anuladas por tribunais superiores, com base no entendimento de que os processos deveriam ter tramitado na esfera eleitoral. Em junho de 2024, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, também anulou o uso de provas obtidas contra o casal no acordo de colaboração da Odebrecht.
Vale lembrar que, à época da campanha de 2014, ainda eram permitidas doações de empresas privadas às campanhas. A prática foi proibida pelo Supremo Tribunal Federal no ano seguinte, motivada justamente pelas revelações da Lava Jato. Desde então, as campanhas passaram a ser financiadas com recursos públicos e doações de pessoas físicas. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: Folha de SP)
E mais:
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O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou, em maio deste ano, o pagamento de R$ 2,3 milhões à empresa Polis Propaganda e Marketing, de propriedade do publicitário João Santana e de sua esposa e sócia, Mônica Moura. A informação é da Folha de SP.
O valor se refere a serviços prestados na campanha de reeleição da então presidente Dilma Rousseff, em 2014. Com a quitação, foi encerrado um processo judicial que se arrastava desde 2018.
Segundo a reportagem com dados prestados pelo partido à Justiça Eleitoral, o pagamento foi feito por meio de um único depósito e faz parte de um acordo homologado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal.
A disputa judicial teve início quando a empresa de Santana e Moura entrou com uma ação cobrando valores que, em 2018, a Justiça determinou que o PT deveria pagar. Desde então, a sigla vinha recorrendo da decisão.
Em abril deste ano, as partes chegaram a um entendimento extrajudicial, reduzindo o total da dívida de R$ 9 milhões para R$ 4 milhões. Com a dedução de valores já pagos anteriormente, ficou acertado que restavam R$ 2,7 milhões a serem quitados. Desses, R$ 2,3 milhões foram pagos à vista, com o saldo restante parcelado em cinco vezes.
João Santana foi o principal responsável pelas campanhas eleitorais que garantiram a reeleição de Lula, em 2006, e de Dilma Rousseff, em 2010 e 2014.
Ele e Mônica Moura foram presos em 2016 durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, por envolvimento em esquema de caixa dois. Ambos fizeram acordo de delação premiada no ano seguinte, devolveram cerca de R$ 80 milhões e cumpriram penas nos regimes fechado e semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica e realização de serviços comunitários.
As condenações sofridas por Santana na Justiça Federal em Curitiba foram posteriormente anuladas por tribunais superiores, com base no entendimento de que os processos deveriam ter tramitado na esfera eleitoral. Em junho de 2024, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, também anulou o uso de provas obtidas contra o casal no acordo de colaboração da Odebrecht.
Vale lembrar que, à época da campanha de 2014, ainda eram permitidas doações de empresas privadas às campanhas. A prática foi proibida pelo Supremo Tribunal Federal no ano seguinte, motivada justamente pelas revelações da Lava Jato. Desde então, as campanhas passaram a ser financiadas com recursos públicos e doações de pessoas físicas. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: Folha de SP)
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