Os últimos pedidos do governo Lula a Trump às vésperas do tarifaço

Faltando apenas quatro dias para que entre em vigor a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem feito esforços de última hora para suavizar os impactos da medida anunciada por Donald Trump.

A prioridade, segundo fontes da administração federal citadas pela Folha de SP, é tentar retirar alguns itens da lista que sofrerá a sobretaxa, como suco de laranja, café e até aviões da Embraer.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, tem mantido contato direto com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, com o objetivo de preservar produtos como alimentos e aeronaves da Embraer.

A justificativa apresentada é que a fabricante brasileira depende de peças norte-americanas e tem forte presença no mercado de aviação regional dos Estados Unidos.

Além de pedir a exclusão de determinados itens, o Brasil também sugeriu o adiamento do anúncio oficial da tarifa, como parte de uma tentativa de manter o diálogo aberto com a gestão Trump. Até o momento, porém, o governo americano não deu retorno definitivo, e o Palácio do Planalto ainda avalia diferentes possibilidades de resposta.

A equipe econômica já finalizou uma proposta de plano de contingência para mitigar os efeitos da medida. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o projeto foi concluído na semana passada e depende agora do aval do presidente Lula. Haddad e Alckmin participaram de uma reunião com o presidente nesta segunda-feira (28) para discutir os próximos passos.

“Levamos ao presidente todas as alternativas disponíveis ao Brasil e a ele, como chefe do Executivo”, declarou Haddad após o encontro. Ele reforçou que “o foco do Brasil é negociar” e garantiu que o país permanece aberto ao diálogo. “Tem havido conversas. O que dissemos antes continua valendo: o Brasil não vai deixar a mesa de negociação em nenhum momento.”

Como noticiado anteriormente pela Folha, o plano de resposta inclui a possibilidade de criar um fundo privado temporário para facilitar crédito a empresas afetadas. O governo também estuda medidas de preservação de empregos, inspiradas no programa de manutenção de renda e trabalho utilizado durante a pandemia em 2020. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: UOL)

E mais:

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Faltando apenas quatro dias para que entre em vigor a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem feito esforços de última hora para suavizar os impactos da medida anunciada por Donald Trump.

A prioridade, segundo fontes da administração federal citadas pela Folha de SP, é tentar retirar alguns itens da lista que sofrerá a sobretaxa, como suco de laranja, café e até aviões da Embraer.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, tem mantido contato direto com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, com o objetivo de preservar produtos como alimentos e aeronaves da Embraer.

A justificativa apresentada é que a fabricante brasileira depende de peças norte-americanas e tem forte presença no mercado de aviação regional dos Estados Unidos.

Além de pedir a exclusão de determinados itens, o Brasil também sugeriu o adiamento do anúncio oficial da tarifa, como parte de uma tentativa de manter o diálogo aberto com a gestão Trump. Até o momento, porém, o governo americano não deu retorno definitivo, e o Palácio do Planalto ainda avalia diferentes possibilidades de resposta.

A equipe econômica já finalizou uma proposta de plano de contingência para mitigar os efeitos da medida. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o projeto foi concluído na semana passada e depende agora do aval do presidente Lula. Haddad e Alckmin participaram de uma reunião com o presidente nesta segunda-feira (28) para discutir os próximos passos.

“Levamos ao presidente todas as alternativas disponíveis ao Brasil e a ele, como chefe do Executivo”, declarou Haddad após o encontro. Ele reforçou que “o foco do Brasil é negociar” e garantiu que o país permanece aberto ao diálogo. “Tem havido conversas. O que dissemos antes continua valendo: o Brasil não vai deixar a mesa de negociação em nenhum momento.”

Como noticiado anteriormente pela Folha, o plano de resposta inclui a possibilidade de criar um fundo privado temporário para facilitar crédito a empresas afetadas. O governo também estuda medidas de preservação de empregos, inspiradas no programa de manutenção de renda e trabalho utilizado durante a pandemia em 2020. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: UOL)

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