
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), optou por não acionar judicialmente, neste momento, os Estados Unidos em resposta às sanções impostas pelo presidente Donald Trump.
A decisão foi comunicada ao governo Lula, que havia colocado a estrutura da Advocacia-Geral da União (AGU) à disposição do magistrado para representá-lo formalmente em território americano.
Segundo reportagem do UOL, Moraes agradeceu o gesto, mas manifestou sua intenção de não estreitar vínculos com o sistema judicial dos EUA neste contexto. “Não pretendo estabelecer relação com os Estados Unidos”, teria dito o ministro durante jantar no Palácio da Alvorada, realizado na noite de quinta-feira (31).
Na ocasião, também estiveram presentes outros membros do Supremo — como Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin — além de integrantes do Executivo, como o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o advogado-geral da União, Jorge Messias, que confirmou que respeitará a escolha de Moraes.
Ainda que o ministro tenha rejeitado, por ora, a ideia de entrar com ação nos Estados Unidos, o UOL indica que outras possibilidades seguem em análise.
Entre elas, a contratação de um escritório de advocacia norte-americano para atuar diretamente no caso ou a provocação da Suprema Corte dos EUA para discutir os limites da ‘soberania brasileira’ diante da aplicação da Lei Magnitsky — instrumento jurídico americano utilizado para justificar as sanções.
Durante o jantar, Moraes teria demonstrado tranquilidade diante da medida imposta por Trump e minimizou seus possíveis efeitos no Brasil.
Segundo participantes, o magistrado reafirmou que seguirá com seu trabalho normalmente e que a imposição de sanções não compromete sua atuação. Ainda assim, aliados demonstraram preocupação sobre uma eventual reação de instituições financeiras brasileiras, temendo que bancos sejam pressionados a escolher entre manter relações com o sistema financeiro dos EUA ou manter serviços a Moraes.
No jantar, Lula teria declarado que, embora seu governo estivesse disposto a renegociar tarifas comerciais com os EUA, a inserção de temas internos do Judiciário brasileiro no debate internacional rompeu qualquer possibilidade de diálogo nesse sentido. “O governo fará uma defesa incondicional do STF e de Moraes”, afirmou. (Foto: STF; Fonte: UOL)
E mais:
PL apela a Giorgia Meloni para evitar extradição de Zambelli da Itália
Ministros do STF rejeitam apoio unânime a Alexandre de Moraes
Gostou? Compartilhe!


Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), optou por não acionar judicialmente, neste momento, os Estados Unidos em resposta às sanções impostas pelo presidente Donald Trump.
A decisão foi comunicada ao governo Lula, que havia colocado a estrutura da Advocacia-Geral da União (AGU) à disposição do magistrado para representá-lo formalmente em território americano.
Segundo reportagem do UOL, Moraes agradeceu o gesto, mas manifestou sua intenção de não estreitar vínculos com o sistema judicial dos EUA neste contexto. “Não pretendo estabelecer relação com os Estados Unidos”, teria dito o ministro durante jantar no Palácio da Alvorada, realizado na noite de quinta-feira (31).
Na ocasião, também estiveram presentes outros membros do Supremo — como Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin — além de integrantes do Executivo, como o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o advogado-geral da União, Jorge Messias, que confirmou que respeitará a escolha de Moraes.
Ainda que o ministro tenha rejeitado, por ora, a ideia de entrar com ação nos Estados Unidos, o UOL indica que outras possibilidades seguem em análise.
Entre elas, a contratação de um escritório de advocacia norte-americano para atuar diretamente no caso ou a provocação da Suprema Corte dos EUA para discutir os limites da ‘soberania brasileira’ diante da aplicação da Lei Magnitsky — instrumento jurídico americano utilizado para justificar as sanções.
Durante o jantar, Moraes teria demonstrado tranquilidade diante da medida imposta por Trump e minimizou seus possíveis efeitos no Brasil.
Segundo participantes, o magistrado reafirmou que seguirá com seu trabalho normalmente e que a imposição de sanções não compromete sua atuação. Ainda assim, aliados demonstraram preocupação sobre uma eventual reação de instituições financeiras brasileiras, temendo que bancos sejam pressionados a escolher entre manter relações com o sistema financeiro dos EUA ou manter serviços a Moraes.
No jantar, Lula teria declarado que, embora seu governo estivesse disposto a renegociar tarifas comerciais com os EUA, a inserção de temas internos do Judiciário brasileiro no debate internacional rompeu qualquer possibilidade de diálogo nesse sentido. “O governo fará uma defesa incondicional do STF e de Moraes”, afirmou. (Foto: STF; Fonte: UOL)
E mais:
PL apela a Giorgia Meloni para evitar extradição de Zambelli da Itália
Ministros do STF rejeitam apoio unânime a Alexandre de Moraes
Gostou? Compartilhe!
[/gpt3]
