
Uma iniciativa em estudo pelo Ministério dos Transportes promete provocar mudanças profundas no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A proposta prevê o fim da obrigatoriedade de frequentar autoescolas para quem deseja tirar a primeira habilitação, modelo já adotado em países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. A ideia, porém, tem causado forte reação entre representantes do setor de formação de condutores.
Segundo o presidente do Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores de Pernambuco, Ygor Valença, a proposta coloca em risco a sobrevivência do setor e ameaça diretamente milhares de postos de trabalho.
“É um impacto de falência. Um processo desse é para liquidar”, disse Valença à CNN, ao criticar duramente a condução da proposta pelo ministro dos Transportes, Renan Filho. Ele ainda questionou a postura do governo: “Chega a ser vergonhoso o que ele fala. Chego a pensar que é IA [Inteligência Artificial] para difamar a imagem do ministro. Não é possível que seja verdade”, disse à CNN.
A medida, que ainda precisa do aval da Casa Civil da Presidência da República para avançar, também tem gerado desconforto em outras entidades representativas. A Feneauto (Federação Nacional das Autoescolas) divulgou nota afirmando ter sido surpreendida com a proposta e alertou sobre suas consequências.
“A proposta do representante do Governo Federal é de flexibilizar a educação, o que certamente levará a um impacto ainda maior no prejuízo relevante já causado para saúde, previdência, empresas e família das vítimas”, disse a entidade.
O Ministério dos Transportes, por outro lado, defende que o novo modelo dará mais liberdade ao cidadão e poderá reduzir os custos para tirar a CNH em até 80%. A intenção, segundo a pasta, é tornar o processo mais acessível e menos burocrático.
Para o presidente do Sindautoescola.SP, José Guedes Pereira, a formação adequada de motoristas vai além do aprendizado técnico e cumpre um papel social importante.
“A realização de aulas teóricas e práticas garante que futuros condutores adquiram não apenas habilidades técnicas para dirigir, mas também consciência sobre cidadania, direção defensiva, respeito às normas de trânsito e preservação da vida”, destacou.
Apesar das reações contrárias, o projeto já foi finalizado internamente pelo Ministério dos Transportes e depende agora da aprovação da Casa Civil para ser levado adiante. (Foto: EBC; Fonte: CNN)
E mais:
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Segundo o presidente do Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores de Pernambuco, Ygor Valença, a proposta coloca em risco a sobrevivência do setor e ameaça diretamente milhares de postos de trabalho.
“É um impacto de falência. Um processo desse é para liquidar”, disse Valença à CNN, ao criticar duramente a condução da proposta pelo ministro dos Transportes, Renan Filho. Ele ainda questionou a postura do governo: “Chega a ser vergonhoso o que ele fala. Chego a pensar que é IA [Inteligência Artificial] para difamar a imagem do ministro. Não é possível que seja verdade”, disse à CNN.
A medida, que ainda precisa do aval da Casa Civil da Presidência da República para avançar, também tem gerado desconforto em outras entidades representativas. A Feneauto (Federação Nacional das Autoescolas) divulgou nota afirmando ter sido surpreendida com a proposta e alertou sobre suas consequências.
“A proposta do representante do Governo Federal é de flexibilizar a educação, o que certamente levará a um impacto ainda maior no prejuízo relevante já causado para saúde, previdência, empresas e família das vítimas”, disse a entidade.
O Ministério dos Transportes, por outro lado, defende que o novo modelo dará mais liberdade ao cidadão e poderá reduzir os custos para tirar a CNH em até 80%. A intenção, segundo a pasta, é tornar o processo mais acessível e menos burocrático.
Para o presidente do Sindautoescola.SP, José Guedes Pereira, a formação adequada de motoristas vai além do aprendizado técnico e cumpre um papel social importante.
“A realização de aulas teóricas e práticas garante que futuros condutores adquiram não apenas habilidades técnicas para dirigir, mas também consciência sobre cidadania, direção defensiva, respeito às normas de trânsito e preservação da vida”, destacou.
Apesar das reações contrárias, o projeto já foi finalizado internamente pelo Ministério dos Transportes e depende agora da aprovação da Casa Civil para ser levado adiante. (Foto: EBC; Fonte: CNN)
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