

A poucos meses do ano eleitoral, o prefeito Eduardo Paes (PSD) iniciou uma reorganização estratégica na cúpula da Prefeitura do Rio. As movimentações desta quarta-feira (6), publicadas no Diário Oficial, mexem em peças-chave do governo, redefinem espaços de poder e apontam caminhos para alianças de 2026.
A primeira mudança foi a exoneração da economista Maria Sílvia Bastos Marques da Secretaria de Grandes Projetos. Nome de prestígio, ela passa a atuar como assessora-chefe especial do gabinete de Paes, o que amplia sua influência no núcleo duro da gestão, embora deixe a pasta que tocava obras estruturantes.
Outro movimento emblemático foi a recriação da Secretaria Municipal de Administração, extinta há oito anos, agora ressuscitada para acomodar o deputado federal Marcelo Queiroz, recém-filiado ao PSDB. Embora a nomeação oficial ainda não tenha saído, a atual subsecretária Elizabeth Menezes assumiu interinamente. O braço-direito de Queiroz, Bernardo Egas, já foi nomeado presidente do Previ-Rio, num sinal claro de que o espaço está reservado.
Na área de segurança, a dança das cadeiras foi ainda mais simbólica. O coronel Marcus Belchior, até então responsável pelo Centro de Operações Rio (COR), assumiu o comando da Secretaria de Ordem Pública, uma das mais visadas do governo. Em seu lugar, entra Thiago Curvello, ligado ao secretário de Coordenação Governamental.
Já a recém-criada Força de Segurança Municipal, estrutura que surge como extensão armada da Guarda Municipal, será comandada pelo delegado Brenno Carnevale, que deixou justamente a Ordem Pública para assumir a nova frente. A Guarda, por sua vez, passa a ser comandada pelo inspetor Itharassi Bomfim Júnior, no lugar de José Ricardo Soares da Silva.
