Antes de declarar voto favorável ao encaminhamento do pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, a senadora catarinense Ivete da Silveira (MDB) foi alvo de uma série de pressões. Entre elas, está a Moção nº 136/2025 da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul.
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O documento, aprovado no dia 5 de agosto, foi enviado diretamente à senadora com um apelo para que ela se posicionasse de forma pública e favorável ao andamento do processo no Senado. A moção foi apresentada pelo vereador Luís Fernando Almeida, vice-presidente do MDB local, e citava, inclusive, uma suposta “postura de isenção” de Ivete até então.
O texto enfatizava que a situação exigia “uma postura firme e inequívoca”, destacando que a sociedade esperava uma resposta do Senado diante do pedido de impeachment protocolado contra o ministro do STF.
Embora não haja confirmação direta de que a moção tenha influenciado o voto da senadora, o documento representa um entre diversos movimentos políticos e partidários que buscavam pressioná-la. No apelo, os vereadores falam em nome da “coerência partidária” e mencionam episódios que consideram “abusos judiciais”, como a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No fim, o que se viu foi a senadora declarando apoio ao pedido de impeachment — algo que, até o início de agosto, era incerto.
A moção de Jaraguá do Sul se junta a outras manifestações que vêm de diferentes setores políticos e de diversas regiões do país, todas em meio ao crescente debate sobre os limites da atuação do Supremo Tribunal Federal e a condução de processos considerados polêmicos por parte de seus ministros, e em especial, o ministro Alexandre de Moraes.


