A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) se tornou alvo de uma denúncia formal ao Conselho Tutelar, movida por Reimont (PT-RJ), após levar sua filha de apenas quatro meses de vida para o plenário da Câmara dos Deputados. O motivo alegado? Suposta “exposição da criança a situação de risco” durante a ocupação da Mesa Diretora, ato organizado por parlamentares da oposição contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
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O caso gerou forte comoção nas redes sociais, principalmente entre mães, pais e eleitores conservadores, que viram na ação do deputado petista um ataque direto à maternidade e à liberdade política de uma mulher eleita pelo povo catarinense.
“É inacreditável. A esquerda prega empatia, inclusão, maternidade ativa, mas quando a mãe é conservadora, querem até tomar o filho dela”, escreveu uma seguidora no Instagram da parlamentar.
Bebê como justificativa para silenciar oposição?
A deputada relatou que estava em casa quando foi chamada por colegas para integrar o ato de obstrução no Congresso e não tinha com quem deixar a bebê. “Vim com minha filha porque não aceito ser impedida de cumprir meu papel. O plenário é a casa do povo, não da ditadura”, declarou.
Durante a ação, ela se sentou na cadeira da presidência da Câmara com a filha no colo e publicou nas redes sociais: “Ahhhh quantas coisas poderíamos fazer se o titular dessa cadeira tivesse coragem”.
Essa imagem foi o estopim para a reação do deputado Reimont, que encaminhou um ofício ao Conselho Tutelar em Brasília pedindo providências contra a deputada. No documento, afirmou que a bebê foi exposta a risco em ambiente de “instabilidade e tensão institucional”.
Mãe recente vira símbolo de resistência
Nas redes sociais, o nome da filha de Júlia, Olívia, já é tratado por apoiadores como “bebê patriota” e “símbolo de resistência”. Milhares de comentários exaltam a coragem da parlamentar por não abrir mão do mandato mesmo enfrentando os desafios da maternidade.
“Parabéns pela coragem!! Isso é uma mulher que me representa de verdade!!! Ah que bebê mais linda! Deus abençoe”, escreveu uma seguidora.
Outra comentou: “Você não tem com quem deixar a bebê? Então pode circular com ela no trabalho e pronto. Estão tentando usar isso pra ferir”.
Dois pesos, duas medidas?
O caso também levantou questionamentos sobre a incoerência de discursos da esquerda, que em outras ocasiões defenderam que mães pudessem exercer seus mandatos com seus filhos por perto.
“Engraçado, quando uma deputada de esquerda amamenta no Congresso, é ‘empoderamento’. Quando é uma mãe de direita, viram as costas e chamam o Conselho Tutelar”, ironizou um internauta.
Em nota à imprensa, a deputada reforçou: “Não cometi crime algum. Sou mãe, deputada, mulher, e não vou aceitar que usem minha filha como instrumento de retaliação política”.
Clima de tensão continua no Congresso
O presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou sessão, mas não conseguiu retomar o plenário, ocupado pelos parlamentares de oposição. Ele chegou a ameaçar suspensão de mandatos e disse que poderia acionar a polícia legislativa para retirada dos manifestantes, o que elevou ainda mais o clima de confronto.
“Será que eles vão tirar a gente à força? Estão dispostos a separar uma mãe de seu bebê por causa de um protesto político?”, provocou Júlia.




