A cerimônia de entrega do Colar do Mérito da Justiça de Contas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorre na próxima segunda-feira, 11, no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).
A presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é incerta. Sua assessoria não confirmou participação, e o compromisso não consta na agenda oficial.
Moraes vai abrir a 23ª edição da Semana Jurídica do TCE-SP, evento que ganha destaque em meio à tensão diplomática com os Estados Unidos e a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo magistrado na segunda-feira 4.
O TCE-SP informou que todos os principais representantes do Estado e dos tribunais de contas do país foram convidados. O auditório, com cerca de 250 lugares, está lotado. A palestra de Moraes já gerou mais de 3 mil comentários nas redes sociais do tribunal.
A justificativa para a homenagem a Moraes


A possível ausência de Tarcísio contrasta com sua postura em março, quando participou do centenário do TCE-SP ao lado de Moraes. Segundo um secretário estadual, a presença agora é improvável, diante do clima político e da recente sanção ao ministro pela Lei Magnitsky, aplicada pelo governo de Donald Trump.
Entre os palestrantes do evento estão também a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), e o secretário da Fazenda paulista, Samuel Kinoshita, mas sem a mesma repercussão.
Ao Estadão, o presidente do TCE-SP, Antonio Roque Citadini, disse que tudo que envolve Moraes hoje “ganha conotação diferente” e destacou que a homenagem já estava decidida há meses.
Tarcísio evita críticas ao STF
Tarcísio, que classificou como “absurda” a prisão domiciliar de Bolsonaro, tem evitado críticas diretas ao STF. Ele é visto como interlocutor entre o ex-presidente e a Corte, especialmente com Moraes, com quem mantém relação institucional — inclusive por laços familiares: o irmão do ministro, Eduardo de Moraes, é médico comissionado no TCE.
Esta será a última solenidade de Citadini como presidente do tribunal. Ele se aposenta compulsoriamente em setembro, aos 75 anos, abrindo uma vaga de indicação do governador.
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Tarcísio avalia nomear Wagner Rosário (Controladoria-Geral) ou Arthur Lima (Casa Civil). Outra vaga será aberta com a aposentadoria de Sidney Beraldo, em novembro, e caberá à Assembleia Legislativa de São Paulo escolher o sucessor. O deputado estadual Carlos Cezar (PL) é o principal cotado.
As futuras nomeações se somam às já feitas por Tarcísio com apoio político de aliados como Gilberto Kassab, Valdemar Costa Neto e o ministro André Mendonça.
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