Aluguel alto e salário baixo em SC: vereador se revolta e cobra urgência em moradias populares

O vereador Luís Fernando Almeida (MDB) fez um discurso contundente na tribuna da Câmara de Jaraguá do Sul defendendo a necessidade urgente de políticas habitacionais para a população de baixa renda. Ele criticou a falta de prioridade da administração municipal na implementação de projetos que poderiam tirar do papel quase 700 novas moradias populares.




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Almeida afirmou que parte da resistência vem de preconceito social. “Tem pessoas que não gostam de pobre. Não gostam de gente simples, humilde. Elas são invisíveis”, declarou. Segundo o vereador, o problema vai além da questão social e afeta diretamente o desenvolvimento econômico da cidade.

Ele destacou que Jaraguá do Sul atrai mão de obra de várias regiões do Brasil por ser um polo industrial produtivo, mas que muitos trabalhadores acabam deixando o município por não conseguirem arcar com o custo de vida. “Vai pagar R$ 1.500 de aluguel, mais água, luz e supermercado. Para isso, teria que ganhar R$ 5 mil líquidos por mês. É inviável”, disse.

O parlamentar lembrou que a cidade já aprovou zonas especiais para instalação de até 300 novas indústrias, mas alertou que de nada adianta trazer empresas se não houver habitação acessível. “As empresas não possuem mão de obra para suas frentes de trabalho. E quando têm, o trabalhador não fica. Quando começa a se ajustar e se capacitar, sai porque não consegue se manter aqui”, explicou.

Para Almeida, é preciso que o planejamento econômico esteja atrelado a políticas de moradia. Ele defendeu que, além de atrair novas empresas, o município garanta condições para que trabalhadores permaneçam. “Se o pobre para alguns parece invisível, então que olhem para o viés econômico. Sem moradia, não há crescimento sustentável”, concluiu.

Atualmente, segundo o vereador, Jaraguá do Sul tem mais de 3 mil famílias aguardando um lar. Os projetos em andamento somam 43 unidades pelo programa Casa Catarina, 308 no Loteamento Harmonia II, 64 em terreno da Prefeitura e 256 por parceria com a iniciativa privada, totalizando quase 700 novas moradias populares que ainda dependem de ação efetiva para sair do papel.



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