Em entrevista ao programa Oeste com Elas, no YouTube da Revista Oeste, nesta sexta-feira, 8, o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) repercutiu a fala do presidente do Senado, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a impossibilidade de pautar a votação sobre o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Na visão do parlamentar e delegado, a declaração é criminosa. “Essa declaração de Davi Alcolumbre é declaração de bandido”, afirmou Bilynskyj. “Porque não cabe a ele impedir a maioria. Ele não é um soberano ou um rei. Ele é um mero mortal, que ocupa um cargo público.”
Mesmo com protestos de senadores de oposição, que bloquearam o plenário do Senado no começo da semana, Alcolumbre comunicou aos líderes partidários, na quarta-feira 6, que não pretende ceder a pressões ou ameaças.


“Não vou aceitar chantagens”, disse o presidente da Casa Legislativa. “Não vou aceitar ser ameaçado, e o Senado voltará a funcionar, pois não abrirei mão de minhas prerrogativas.”
Bilynskyj quer anistia e fim do foro privilegiado


Além da discussão na esfera do Senado, o deputado Paulo Bilynskyj comentou sobre outros dois projetos que estão na Câmara dos Deputados. São eles: a anistia aos presos pelos atos do 8 de janeiro de 2023 e o fim do foro privilegiado. O parlamentar também defendeu a ocupação que a oposição promoveu no Congresso nesta semana.
“A gente fez o que foi necessário”, disse. “Democracia significa o governo do povo, e o povo não está sendo respeitado. O povo quer anistia, nós temos maioria, e o que está acontecendo no Brasil, hoje, não é democracia, mas um conluio criminosos entre o STF e o governo Lula e seus ministros para gerenciar o Brasil de acordo com seus interesses.”
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O parlamentar diminuiu os ritos institucionais e afirmou que “Justiça e verdade são o que definem certo e errado”. Sobre as pautas, disse que o presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), não vai encabeçar, sozinho, a proposição do debate, mas deve ceder à vontade da maioria.
“Sozinho, Motta não pode pautar a anistia, porque vai desagradar os ministros do STF, que estão com a cordinha no pescoço dele”, comentou o parlamentar do PL. “A saída honrosa é Hugo Motta dizer que a decisão veio do colégio de líderes e que a democracia foi respeitada. E é isso que Alcolumbre deveria fazer com o impeachment de Alexandre de Moraes.”
