Reunião entre Brasil e EUA sobre tarifas foi cancelada, diz Haddad

Uma reunião virtual que trataria das tarifas e de relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos foi cancelada, segundo informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O encontro com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, pretendia discutir medidas para minimizar o impacto da tarifa de 50% imposta a produtos brasileiros no mercado norte-americano.

A tarifa, que passou a valer na última quarta-feira, 6, afeta quase 36% das exportações do Brasil para os Estados Unidos e incide sobre itens estratégicos, como carne, café e frutas.

Em entrevista à GloboNews, Haddad afirmou que a reunião estava agendada para ocorrer na quarta-feira 13, mas não há nova data definida. O motivo oficial alegado para o cancelamento foi “falta de agenda”.

Haddad diz que outras alternativas estão sendo cogitadas

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendem a taxação dos ‘super-ricos’ | Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendem a taxação dos ‘super-ricos’ | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Lula e o ministro da Fazenda; governo estuda linhas de crédito emergenciais e programas de proteção ao emprego | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Haddad relatou, em entrevista à GloboNews, que o diálogo com Bessent começou a ser negociado depois do anúncio da tarifa de 50% feito pelos EUA em 9 de julho.

Entre as alternativas avaliadas pelo governo brasileiro estão linhas emergenciais de crédito, compras governamentais de produtos e um programa de proteção ao emprego nos setores atingidos.

Haddad ainda alegou que as negociações tiveram início em 21 de julho, mas foram suspensas na última semana por “influência de assessores e militantes” ligados à Casa Branca.

Impactos das tarifas e próximas medidas

O governo norte-americano elevou a tarifa sobre produtos brasileiros para 50%, somando 10% anunciados em abril e mais 40% adicionais. Quase 700 dos 4 mil itens exportados pelo Brasil ficaram de fora da sobretaxa, o que impacta diretamente setores exportadores de alimentos.

Integrantes do governo avaliam que é necessário garantir financiamento emergencial para os setores mais prejudicados pelas novas tarifas, já que direcionar toda a produção ao mercado interno é considerado inviável.

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O governo também estuda a compra de produtos perecíveis, como pescados, frutas e mel, que antes seriam exportados aos EUA. Representantes do setor alimentício foram chamados a apresentar uma lista de mercadorias e preços mínimos para viabilizar essas compras.

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