O oitavo dia de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi marcado por visitas políticas e articulações internas. Desde que a medida foi imposta, o Supremo Tribunal Federal recebeu 31 solicitações para encontros com o ex-presidente. Todas dependem da autorização do ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo processo.
Até agora, Moraes liberou dez pedidos, negou um e mantém os demais em análise. O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) foi o único barrado. Segundo o ministro, ele é alvo de um inquérito sigiloso com conexão às investigações sobre o ex-mandatário.
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Entre os visitantes já autorizados estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o deputado Junio Amaral (PL-MG) e a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão.
Bolsonaro também recebeu familiares, médicos e advogados. No fim de semana, celebrou o Dia dos Pais com dois filhos: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC).
O ex-presidente tem relatado problemas de saúde desde abril, quando passou por um procedimento no abdômen. Pessoas próximas afirmam que ele apresentou crises de soluço e oscilações de humor nos primeiros dias de confinamento, mas que voltou a se sentir bem recentemente.
Casa de Bolsonaro deve se tornar ponto de encontro de aliados
A casa no Jardim Botânico, em Brasília, onde Bolsonaro vive com sua mulher, Michelle Bolsonaro, deve se transformar no principal ponto de encontro do PL durante a prisão domiciliar.
O partido planeja reuniões no local para definir estratégias e diretrizes. Dirigentes acreditam que a articulação sofrerá menos impacto do que no período em que Moraes proibiu o contato entre Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, presidente da sigla.
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Nessa nova fase, o ex-presidente ainda não recebeu líderes como Valdemar e o secretário-geral Rogério Marinho (RN), que aguardam autorização.
Também pediram visitas os vice-presidentes da Câmara e do Senado, Altineu Côrtes (PL-RJ) e Eduardo Gomes (PL-TO), além dos líderes do PL nas duas Casas, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ).

