Depois das denúncias feitas pelo influenciador Felipe Bressanim Pereira, o Felca, sobre uma suposta rede de influenciadores que incentiva ou normaliza crimes de exploração sexual infantil, foi protocolado um requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os casos na Câmara dos Deputados.
O deputado Rodrigo Valadares (União-SE) ainda coleta assinaturas para poder protocolar oficialmente a abertura da CPI. Paralelamente, Capitão Alberto Neto (PL-AM) solicitou audiência pública, com a presença de Felca e autoridades de segurança, para apurar os casos citados no vídeo do influencer.
+ Entenda as denúncias de Felca contra a ‘adultização’ de crianças
No vídeo que desencadeou a reação parlamentar, Felca afirmou que há indícios da existência de uma rede de influenciadores brasileiros que, de forma direta ou indireta, estaria incentivando, facilitando ou normalizando crimes contra crianças e adolescentes.
As declarações também apontam para a atuação de um possível grupo de pedófilos, gerando grande repercussão e acendendo o alerta para o fenômeno da “adultização” precoce nas redes sociais.
+ Influenciador denunciado por Felca já é alvo do Ministério Público
O requerimento de Valadares prevê que a CPI seja composta de 26 deputados titulares e igual número de suplentes, com prazo inicial de 120 dias para investigar “fatos relativos à promoção da erotização e à difusão de conteúdo publicitário de crianças e adolescentes, bem como incentivos a redes de pedofilia na Rede Mundial de Computadores (internet)”.
Na justificativa, Valares afirmou que “cada vez mais crianças e adolescentes têm acesso aos mais diversos tipos de conteúdo com o advento da internet, que encurta distâncias e abre um mundo de conhecimentos e oportunidades, mas que também podem destruir a fase de construção do ser humano rumo à vida adulta”.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
O parlamentar também alertou para o risco de que a exposição excessiva nas redes torne menores “alvo fácil para pedófilos, deixando este futuro adulto suscetível a vícios em álcool e drogas, depressão e até mesmo ao suicídio”.
Já o pedido de audiência pública de Capitão Alberto Neto foi direcionado à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) e inclui convites ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, representantes da Polícia Federal, do Conselho Nacional de Justiça e ao próprio Felca. A ideia é que o influenciador apresente detalhes das denúncias, contribuindo para o avanço das investigações.
“A infância brasileira precisa ser protegida”, destacam os parlamentares. “Não podemos permitir que crimes tão hediondos fiquem impunes. Cabe ao Parlamento agir com rigor para identificar e responsabilizar todos os envolvidos.”

