Magno Malta aciona PGR contra Hytalo Santos

O senador Magno Malta (PL-ES) apresentou, nesta segunda-feira, 11, uma denúncia à Procuradoria-Geral da República que pede a apuração de conteúdos de influenciadores digitais que podem caracterizar adultização infantil e exploração de menores. O caso envolve Hítalo José Santos Silva, conhecido como Hytalo, e Israel Vicente, do canal “Euro Oficial”, além da adolescente Kamylla Santos, que aparece nos vídeos desde os 12 anos.

Segundo o documento protocolado, os vídeos divulgam cenas em que Kamylla, hoje com 17 anos, foi filmada vestindo roupas consideradas provocantes, realizando coreografias sensuais e, em algumas ocasiões, participando de eventos com adultos e possível consumo de álcool. A denúncia aponta que tais práticas buscam audiência e lucro, além de possivelmente violarem leis de proteção à infância.

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O debate ganhou repercussão nas redes sociais depois de o youtuber Felca divulgar trechos desses vídeos e sugerir que o conteúdo poderia atrair pessoas com interesses pedófilos. Magno Malta, ex-presidente da CPI da Pedofilia e autor de leis de combate a crimes sexuais contra crianças, sustenta que a situação pode configurar crime praticado por uma rede organizada.

“O Brasil não pode normalizar a exploração da infância. Há leis, mecanismos e punições severas”, disse o senador, que destaca a necessidade de respostas imediatas das autoridades. “O que falta é ação rápida para impedir que essas práticas continuem.”

MP já investiga Hytalo Santos; Malta pede novas medidas

No pedido, Malta solicita a remoção dos conteúdos das plataformas, perícia técnica dos vídeos, investigação sobre possível rede criminosa, aplicação de medidas protetivas para a adolescente e outros menores expostos. A denúncia também pede atuação da Polícia Federal, devido à possibilidade de circulação internacional dos vídeos.

O Ministério Público da Paraíba já investiga parte do caso, a partir de denúncias apresentadas em dezembro. No entanto, Malta defende a ampliação das apurações com apoio de órgãos estaduais e federais. “Proteger nossas crianças é dever de todos, mas, principalmente, de quem tem o poder de agir”, afirma.

De acordo com o senador, cada dia que passa sem ação governamental efetiva aumenta o risco de que novos casos surjam, alimentados por um mercado que “transforma inocência em produto”.

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