Nikolas Ferreira critica composição da CPMI do INSS

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) levantou dúvidas sobre a seriedade da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que será instalada nessa semana.

Por meio de suas redes sociais, o político mineiro indica contradições na escolha da cúpula da comissão, formada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) na presidência e pelo deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) na relatoria.

O parlamentar acrescenta que ambos não assinaram o requerimento de criação da CPMI. Para ele, isso demonstra falta de empenho inicial para investigar as denúncias.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Além disso, Nikolas ressalta que Aziz vota em sintonia com o governo Lula em 85% das vezes e Ayres, 77,8%. Essa composição, segundo o político, gera desconfiança sobre os rumos da apuração.

“Com essa composição a dúvida é inevitável: será uma apuração séria ou mais um teatro para blindar Lula e sua base?”, interpelou o deputado.

Ele recordou também o episódio em que a Advocacia-Geral da União, sob o comando de Jorge Messias, deixou de ajuizar ações contra um sindicato ligado ao irmão de Lula, mesmo “com diversas evidências de fraudes”.

Nikolas afirma que CPMI não pode “blindar Lula e sua base sindical”

De acordo com o deputado, novas denúncias de irregularidades no INSS aumentam a necessidade de uma investigação séria e independente. “O Congresso tem a obrigação de dar respostas sérias à sociedade.”

Nikolas disse que seguirá fiscalizando os trabalhos da comissão e denunciando qualquer tentativa de esvaziar a apuração. Para ele, a CPMI não pode se transformar em um instrumento de proteção ao governo.

+ Leia também: “Sindicato de irmão de Lula pagava comissão a amiga de Carlos Lupi”

“A CPMI não pode ser transformada em um mecanismo para blindar Lula e sua base sindical”, argumentou Nikolas. “Seguiremos fiscalizando e denunciando qualquer tentativa de encenação.”





NOTÍCIA