Indicado para Anac tem histórico de demissão no BB por fraude e investigação na Caixa

O executivo Antônio Mathias Nogueira Moreira, recentemente indicado para integrar a diretoria da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), possui histórico marcado por demissões e acordos judiciais.

Segundo a Folha de S.Paulo, ele já foi desligado por justa causa do Banco do Brasil e firmou um acordo de não persecução penal por prejuízos causados à Caixa Econômica Federal.

Atualmente, Moreira ocupa o cargo de diretor-executivo de governança, integridade e riscos na Caixa Cartões, subsidiária da Caixa, preside o conselho de administração da Infra SA, vinculada ao Ministério dos Transportes, e integra o conselho fiscal da empresa BRF.

A nomeação de Moreira para a Anac foi enviada ao Senado em maio e é atribuída ao ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas, com quem mantém amizade. A Folha tentou contato com ambos, mas não obteve resposta.

Ele foi indicado para ocupar a vaga deixada pelo término do mandato de Ricardo Bisinotto Catanant e passará por sabatina na Comissão de Infraestrutura do Senado nesta terça-feira (19).

Em 2011, Moreira foi demitido do Banco do Brasil por justa causa, acusado de irregularidades enquanto exercia a função de gerente-geral na agência de Sento Sé (BA). A auditoria interna do banco apontou que ele autorizou empréstimos a uma empresa ligada a seu tio e à noiva, na qual também atuava como consultor e recebia remuneração extra.

O processo administrativo destacou ainda “fraudes relacionadas à contratação irregular e desvio de recurso oriundos do Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar], liberação de operações fraudulentas de desconto de cheques, utilização indevida de contas internas de banco, abertura e movimentação de valores em contas correntes de forma irregular”.

Segundo o Banco do Brasil, Moreira movimentou sem autorização a conta corrente do município de Sento Sé. Durante a apuração, ele admitiu ter sacado recursos justificando que parte da rede de esgoto havia se rompido e que a prefeitura não atendia às solicitações da agência.

As operações resultaram em um prejuízo estimado de quase R$ 350 mil na época, mas a Justiça entendeu que não havia provas suficientes para responsabilizá-lo financeiramente. A demissão por justa causa foi mantida pelo TRT-5 e pelo TST.

Na Caixa, onde ingressou em 2012 via concurso público, Moreira também foi alvo de investigação do Ministério Público Federal por suposta fraude.

Em 2020, o MPF acusou-o de “teria falsificado assinaturas e inserido dados falsos em documentos e sistemas de informação” para liberar empréstimos à sua própria empresa, M Moreira Serviços de Informática e Eventos Ltda., enquanto gerenciava uma agência em Amélia Rodrigues (BA), a cerca de 100 km de Salvador.

Para evitar processos, ele firmou um acordo de não persecução penal, pagou dois salários mínimos (R$ 2.424, em valores de 2022) e se comprometeu a comunicar previamente qualquer mudança de endereço à Justiça. (Foto: EBC; Fonte: Folha de SP)

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O executivo Antônio Mathias Nogueira Moreira, recentemente indicado para integrar a diretoria da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), possui histórico marcado por demissões e acordos judiciais.

Segundo a Folha de S.Paulo, ele já foi desligado por justa causa do Banco do Brasil e firmou um acordo de não persecução penal por prejuízos causados à Caixa Econômica Federal.

Atualmente, Moreira ocupa o cargo de diretor-executivo de governança, integridade e riscos na Caixa Cartões, subsidiária da Caixa, preside o conselho de administração da Infra SA, vinculada ao Ministério dos Transportes, e integra o conselho fiscal da empresa BRF.

A nomeação de Moreira para a Anac foi enviada ao Senado em maio e é atribuída ao ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas, com quem mantém amizade. A Folha tentou contato com ambos, mas não obteve resposta.

Ele foi indicado para ocupar a vaga deixada pelo término do mandato de Ricardo Bisinotto Catanant e passará por sabatina na Comissão de Infraestrutura do Senado nesta terça-feira (19).

Em 2011, Moreira foi demitido do Banco do Brasil por justa causa, acusado de irregularidades enquanto exercia a função de gerente-geral na agência de Sento Sé (BA). A auditoria interna do banco apontou que ele autorizou empréstimos a uma empresa ligada a seu tio e à noiva, na qual também atuava como consultor e recebia remuneração extra.

O processo administrativo destacou ainda “fraudes relacionadas à contratação irregular e desvio de recurso oriundos do Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar], liberação de operações fraudulentas de desconto de cheques, utilização indevida de contas internas de banco, abertura e movimentação de valores em contas correntes de forma irregular”.

Segundo o Banco do Brasil, Moreira movimentou sem autorização a conta corrente do município de Sento Sé. Durante a apuração, ele admitiu ter sacado recursos justificando que parte da rede de esgoto havia se rompido e que a prefeitura não atendia às solicitações da agência.

As operações resultaram em um prejuízo estimado de quase R$ 350 mil na época, mas a Justiça entendeu que não havia provas suficientes para responsabilizá-lo financeiramente. A demissão por justa causa foi mantida pelo TRT-5 e pelo TST.

Na Caixa, onde ingressou em 2012 via concurso público, Moreira também foi alvo de investigação do Ministério Público Federal por suposta fraude.

Em 2020, o MPF acusou-o de “teria falsificado assinaturas e inserido dados falsos em documentos e sistemas de informação” para liberar empréstimos à sua própria empresa, M Moreira Serviços de Informática e Eventos Ltda., enquanto gerenciava uma agência em Amélia Rodrigues (BA), a cerca de 100 km de Salvador.

Para evitar processos, ele firmou um acordo de não persecução penal, pagou dois salários mínimos (R$ 2.424, em valores de 2022) e se comprometeu a comunicar previamente qualquer mudança de endereço à Justiça. (Foto: EBC; Fonte: Folha de SP)

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