A estratégia do governo Lula para fortalecer a base na CPMI do INSS


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula uma estratégia para fortalecer a base na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os petistas apostam em nomes de confiança para liderar a atuação no colegiado.

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Os deputados federais Paulo Pimenta (PT-RS) e Alencar Santana (PT-SP) foram destacados como responsáveis por garantir os interesses do Palácio do Planalto durante as sessões. Isso ocorre em meio à derrota do governo na comissão, depois de a oposição impedir que o senador Omar Aziz (PSD-AM) assumisse a presidência da CPMI.

Os políticos de direita conseguiram emplacar o senador Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente por 17 votos a 14. A esquerda reconheceu a derrota e atribui o resultado a falhas de articulação política do governo Lula.

Nova estratégia e discurso do governo Lula

Agora, o ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social de Lula assume a coordenação das ações conjuntas dos aliados, que inclui senadores. O petista busca integrar forças de partidos como MDB, PSD, PSB, PDT e Podemos. O objetivo é reforçar a posição governista e evitar derrotas em decisões estratégicas.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, Pimenta afirmou que as dificuldades enfrentadas até aqui devem ser superadas. “O governo tem a maioria na comissão, mas essa maioria está dispersa”, disse. “Faltou organização; mas, daqui para frente, isso não vai voltar a acontecer.” O político gaúcho destacou ainda que a base aliada irá se reunir para definir uma nova abordagem. “Vamos nos reunir e traçar uma estratégia comum.”

Governo não tem medo das investigações

De acordo com Pimenta, o governo não teme o avanço das investigações. Ele ainda disse que as irregularidades investigadas teriam origem em gestões anteriores.

paulo pimenta e lula
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta (à esq) ao lado do presidente Lula | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

“Quanto mais avançar a investigação, mais vai ficar evidente que o esquema foi montado no governo Bolsonaro”, afirmou, ao ressaltar que a brecha nas regras e o credenciamento de entidades suspeitas ocorreram antes de 2023. O deputado disse que o governo tem interesse em apurar como servidores investigados pela Polícia Federal foram nomeados e quais ligações políticas sustentaram o esquema.

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Ao ser indagado pelo Estadão sobre possíveis investigações que envolvem entidades ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT), como a Contag e o Sindnapi, por exemplo, Pimenta declarou que todas as instituições serão alvo das apurações. “Não é que elas não estão sendo investigadas; elas não sofreram cautelares”, disse o deputado. “Mas quem tem de explicar isso é a Advocacia-Geral da União, não nós.”

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