

A ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, de 65 anos, primeira mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi vítima de um assalto em sua casa, em Resende, no interior do Rio, no último domingo (24). Ela e seus pais foram feitos reféns durante a ação criminosa. De acordo com a Polícia Militar, os ladrões levaram um carro e joias, mas as vítimas não ficaram feridas. O veículo foi recuperado.
Formada em Publicidade e pós-graduada em Comunicação, Marketing e Administração Empresarial, Rogéria foi mãe de três filhos do ex-presidente: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Da política à disputa com o próprio filho
Enquanto ainda era casada com Jair Bolsonaro, Rogéria foi eleita vereadora do Rio de Janeiro em 1992 e reeleita em 1996, quando o então marido ainda era deputado federal. O casamento, no entanto, terminou em 1999, em meio a atritos políticos e pessoais.
Na eleição de 2000, Rogéria tentou o terceiro mandato, mas encontrou resistência dentro da própria família: o então jovem Carlos Bolsonaro, com 17 anos, lançou candidatura com apoio do pai e acabou eleito como o vereador mais jovem do Rio, com mais de 16 mil votos. Rogéria, por sua vez, ficou apenas como suplente, com pouco mais de 5 mil votos.
Na época, Jair Bolsonaro não escondeu a ruptura: “Para mim, ela já está morta há muito tempo”, declarou em entrevista ao Estadão.
Tentativa de retorno
Após anos fora da vida pública, Rogéria tentou voltar à Câmara Municipal em 2020, pelo Republicanos, mas obteve apenas pouco mais de 2 mil votos. Dois anos depois, filiou-se ao PL, partido do ex-marido e dos filhos, mas não concorreu em 2024.
Apesar da distância de Jair Bolsonaro, Rogéria continuou a apoiar o ex-presidente. Esteve presente em atos públicos, como uma barqueata em 2021 e a manifestação em Copacabana, no início de 2025, que pedia anistia a Bolsonaro.
