O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, confirmou nesta quarta-feira 27 que Carlos Bolsonaro disputará o Senado por Santa Catarina. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais, um dia após o vereador carioca ameaçar expor segredos internos do partido e acusar lideranças de “brincarem com a alma” de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Na mensagem, Valdemar deixou claro que o partido seguirá alinhado às decisões de Bolsonaro e de sua família. “Nosso candidato a presidente da República é Jair Bolsonaro ou quem ele, e só ele, escolher. E quanto ao Carlos Bolsonaro, seguimos firmes em sua candidatura ao Senado por Santa Catarina, ou qualquer estado que desejar.”
A manifestação ocorre em meio a uma crise interna dentro do PL de Santa Catarina. Deputados estaduais e lideranças locais resistem ao nome de Carlos, defendendo que o estado já possui quadros com trajetória consolidada, como as deputadas federais Júlia Zanatta e Caroline de Toni. A Fiesc também se posicionou publicamente contra a “importação de candidatos”, em recado direto ao projeto de lançar o vereador carioca.
Nos bastidores, a pressão vinha crescendo. Segundo apuração do Estadão, Valdemar avaliava alternativas para a candidatura de Carlos em outros estados, como São Paulo ou Roraima. A ameaça pública feita por Carlos nas redes sociais teria acelerado a decisão de Valdemar em reafirmar o apoio ao nome do filho do ex-presidente.
Enquanto isso, Carlos Bolsonaro dá sinais de enraizamento político no estado. O vereador tem buscado residência na Grande Florianópolis e já foi visto em São José, movimento interpretado como parte da estratégia para legitimar sua presença em Santa Catarina.
Com a confirmação, a direção nacional do PL fecha questão em torno da candidatura de Carlos, mas a disputa deve continuar acesa nos bastidores, já que o diretório catarinense insiste em defender nomes locais. A decisão de Valdemar, no entanto, mostra que o peso da família Bolsonaro segue determinante dentro do partido.


