Eduardo Bolsonaro pede a Hugo Motta para exercer mandato dos EUA

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enviou um ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitando autorização para exercer o mandato a partir dos Estados Unidos, onde vive há meses com licença parlamentar. Ele aponta perseguição de Alexandre de Moraes e risco de prisão ao retornar ao Brasil.

No pedido, Eduardo cita o precedente das sessões remotas realizadas durante a pandemia e afirma ser alvo de perseguição política.

A solicitação, porém, encontra forte resistência. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já antecipou que não pretende adotar medidas excepcionais para evitar uma eventual cassação por faltas. Em entrevista à Veja (11), ele criticou a postura de Eduardo ao apoiar medidas do governo Donald Trump que poderiam afetar a economia brasileira.

“Cada parlamentar tem sua autonomia e liberdade para agir de acordo com o que acha importante. Mas eu não posso concordar com a atitude de um parlamentar que, estando fora do país, trabalha para que medidas tragam danos à economia brasileira. Isso não pode ser admitido”, disse Motta.

O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que o pedido deve ser rejeitado imediatamente: “Como é que a pessoa está fora do Brasil, conspirando contra o país, trabalhando para trazer tarifas e sanções, e quer participar de sessões online? Esse pedido vai ser desconsiderado pelo presidente da Câmara”, declarou.

Hoje (29), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também criticou duramente o deputado: “É extremamente necessário cassar o Eduardo Bolsonaro, porque ele vai passar para a história como o maior traidor da história desse país. Aliás, um dos maiores traidores da pátria do mundo.”

A situação de Eduardo se complica com a contagem de faltas, iniciada em agosto. Se ultrapassar um terço das ausências sem justificativa, poderá ter o mandato cassado — como já ocorreu com o ex-deputado Domingos Brazão.

No Conselho de Ética, há quatro representações contra o parlamentar, que podem ser unificadas em um único processo. O presidente do colegiado, Fábio Schiochet (União-SC), disse que pediu um estudo jurídico para reunir os pedidos e definir relator nas próximas semanas. Segundo ele, embora Eduardo não tenha quebrado o decoro em sentido estrito, poderá perder o mandato por faltas.

Aliados ainda tentam alterar o regimento interno para permitir a atuação remota a partir do exterior. O deputado Evair de Melo (PP-ES) defendeu que a medida poderia ser viabilizada por ato da Mesa Diretora, sem necessidade de projeto de lei. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: CBN)

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enviou um ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitando autorização para exercer o mandato a partir dos Estados Unidos, onde vive há meses com licença parlamentar. Ele aponta perseguição de Alexandre de Moraes e risco de prisão ao retornar ao Brasil.

No pedido, Eduardo cita o precedente das sessões remotas realizadas durante a pandemia e afirma ser alvo de perseguição política.

A solicitação, porém, encontra forte resistência. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já antecipou que não pretende adotar medidas excepcionais para evitar uma eventual cassação por faltas. Em entrevista à Veja (11), ele criticou a postura de Eduardo ao apoiar medidas do governo Donald Trump que poderiam afetar a economia brasileira.

“Cada parlamentar tem sua autonomia e liberdade para agir de acordo com o que acha importante. Mas eu não posso concordar com a atitude de um parlamentar que, estando fora do país, trabalha para que medidas tragam danos à economia brasileira. Isso não pode ser admitido”, disse Motta.

O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que o pedido deve ser rejeitado imediatamente: “Como é que a pessoa está fora do Brasil, conspirando contra o país, trabalhando para trazer tarifas e sanções, e quer participar de sessões online? Esse pedido vai ser desconsiderado pelo presidente da Câmara”, declarou.

Hoje (29), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também criticou duramente o deputado: “É extremamente necessário cassar o Eduardo Bolsonaro, porque ele vai passar para a história como o maior traidor da história desse país. Aliás, um dos maiores traidores da pátria do mundo.”

A situação de Eduardo se complica com a contagem de faltas, iniciada em agosto. Se ultrapassar um terço das ausências sem justificativa, poderá ter o mandato cassado — como já ocorreu com o ex-deputado Domingos Brazão.

No Conselho de Ética, há quatro representações contra o parlamentar, que podem ser unificadas em um único processo. O presidente do colegiado, Fábio Schiochet (União-SC), disse que pediu um estudo jurídico para reunir os pedidos e definir relator nas próximas semanas. Segundo ele, embora Eduardo não tenha quebrado o decoro em sentido estrito, poderá perder o mandato por faltas.

Aliados ainda tentam alterar o regimento interno para permitir a atuação remota a partir do exterior. O deputado Evair de Melo (PP-ES) defendeu que a medida poderia ser viabilizada por ato da Mesa Diretora, sem necessidade de projeto de lei. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: CBN)

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