Petista invade terreno no litoral de SC e pede ajuda para Lula

Balneário Barra do Sul SC Um vídeo gravado no bairro Salinas gerou forte repercussão ao mostrar uma mulher comemorando a construção de um chalé em um terreno classificado como área de invasão. Nas imagens, ela pede apoio da comunidade para terminar a obra, solicita doações de materiais e cita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-deputado Décio Lima.




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Contexto do vídeo e reação da comunidade

A publicação provocou indignação entre moradores e proprietários de terrenos, que apontam risco de novas ocupações irregulares. Comentários nas redes sociais cobram fiscalização imediata e providências da Prefeitura e da Polícia Militar de Santa Catarina. Uma internauta resumiu o sentimento ao escrever “Direito à moradia é acordar cedo, trabalhar, guardar dinheiro e comprar. Invadir e pedir ajuda é fácil, por isso o país não vai para frente”.

Quem é a mulher apontada nas imagens

A mulher teria sido identificada como Gisleny Rondon, sindicalista e presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Balneário Barra do Sul (Sindbarra). Em perfis públicos, ela aparece em eventos ligados ao PT, em publicações de apoio a pautas partidárias e em atividades sindicais.

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Pressão por apuração

Além de críticas, diversos comentários pedem a abertura de sindicância para apurar a conduta, já que se trata de servidora pública em cargo de liderança sindical. Moradores reforçam que a prática é ilegal e que representa ameaça à propriedade privada.

O que diz a Prefeitura

A Prefeitura de Balneário Barra do Sul foi procurada por veículos de imprensa para informar se a área possui registro ou algum tipo de regularização. Até o momento não houve manifestação.

Como agir em caso de invasões

Publicações locais orientam que proprietários liguem 190 para acionar a Polícia Militar de Santa Catarina, registrem boletim de ocorrência e busquem na Prefeitura e na Secretaria de Planejamento a verificação da legalidade do terreno. A recomendação é guardar documentos, fotos e registros que comprovem a posse e a situação fundiária da área.

O que diz a citada

Questionada pelo Jornal Razão, Gisleny Rondon admitiu que ocupa um pequeno lote na região e reconheceu que o terreno integra uma área considerada irregular. Segundo ela, a ocupação começou pela comunidade e outras famílias já estavam instaladas quando decidiu aderir.

“Aqui é uma ocupação que a comunidade do bairro Salinas começou. Eu estou só com um pedacinho de terra, enquanto outros invadiram fazendas inteiras. Fiz a casa de madeira porque, se houver reintegração de posse, será mais fácil sair. Só estão me atacando porque sou petista. Aqui tem bolsonarista, tem secretário de Saúde, tem até parente de vereadora que também ocupa terreno. Todo mundo sabe que na cidade há várias invasões. A diferença é que, como sou sindicalista e petista, resolveram me atacar”, afirmou.

Ela acrescentou que a ocupação conta com orientação de advogados e que muitas famílias vivem a mesma situação. De acordo com a sindicalista, o pedido de doações seria motivado pela ausência de moradia própria.

Situação segue em apuração

O caso segue repercutindo no município e deve ter desdobramentos administrativos e judiciais. Moradores cobram fiscalização e medidas para conter novas ocupações, enquanto envolvidos afirmam aguardar orientações legais e eventuais decisões de reintegração.



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