Em entrevista ao programa Oeste com Elas, da Revista Oeste, nesta segunda-feira, 1º, o deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) comparou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, no Supremo Tribunal Federal (STF), com a inquisição. No passado, essa instituição investigava, julgava e punia pessoas acusadas de heresia e que defendiam ideias contrárias à doutrina oficial da Igreja.
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“Amanhã, será o dia da inquisição, já que todos sabemos o resultado do julgamento”, afirmou o parlamentar. “Ele é totalmente baseado no ódio, raiva e com um momento jurídico politizado. Os julgamentos hoje no STF são resultados políticos. Quando a política invade os tribunais, a Justiça foge pela janela.”
A análise do processo sobre a suposta tentativa de golpe de Estado do ex-presidente e dos outros sete integrantes do chamado “núcleo 1” terá início nesta terça-feira, 2, na 1ª Turma do STF. Há sessões previstas também para os dias 3, 9, 10 e 12 de setembro, e podem ocorrer reuniões extraordinárias para aprofundar o exame do caso.
Com cinco ministros no colegiado, é necessário ao menos três votos para condenação dos réus. Compõem o colegiado os magistrados Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Bibo Nunes cobra Senado por impeachment de ministros do STF

Ainda durante a entrevista, o deputado Bibo Nunes afirmou que “acreditar na Justiça está muito difícil”. Para ele, a solução é investir na punição de ministros que agem contra a Constituição Federal.
“Quem pode fazer isso é o Senado, mas a maioria dos senadores tem o rabo preso para combater o STF nesse nível”, argumentou o parlamentar. “Há um desequilíbrio total entre os Poderes, e o Judiciário vai além. Ele legisla, tem ministro que é vítima, investigador e é quem pune. Não generalizo, mas a maioria dos ministros age como políticos, porque a Justiça foi deixada de lado há muito tempo. Temos que mudar a forma de escolher ministros, porque são políticos escolhidos.”
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Por fim, Bibo Nunes criticou as decisões dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em não pautar o debate sobre a anistia e o impeachment de Moraes, respectivamente. As pautas têm forte apelo da oposição nas Casas Legislativas e de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas enfrentam dificuldade para avançar no debate.
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