O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comparou, nesta terça-feira, 2, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) ao caso Dreyfus, episódio histórico de erro judicial na França. “A História vai colocar os perseguidores em seu devido lugar”, escreveu em publicação no X.
Em 1894, o militar francês Alfred Dreyfus foi condenado injustamente por traição, por supostamente ter entregado segredos militares à Alemanha, então inimiga da França, e passou 12 anos preso. Diante de revelações sobre sua inocência, ele foi solto em 1906.
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“O julgamento foi rápido, marcado por provas frágeis e manipulações, e Dreyfus foi condenado à prisão perpétua na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa”, destacou Flávio na comparação com o julgamento do pai. O senador costumeiramente refere-se ao julgamento de Bolsonaro como um “jogo de cartas marcadas”.
Jair Bolsonaro é o novo Caso Dreyfus, um dos maiores escândalos de erro judiciário no mundo.
A História vai colocar os perseguidores em seu devido lugar.O que foi o Caso Dreyfus?
Em 1894, o capitão (!!!) Alfred Dreyfus, oficial judeu do Exército francês, foi acusado de… pic.twitter.com/hwMU7umubX
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) September 2, 2025
Julgamento de Bolsonaro termina em 12 de setembro
Além de Bolsonaro, o julgamento iniciado nesta terça-feira envolve outros sete réus, todos acusados de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, entre outros crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
O caso está sob análise da Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin (presidente), Cármen Lúcia e Luiz Fux.
A previsão é que a avaliação do processo se estenda até o dia 12. Para se defender, Bolsonaro conta com nove advogados, entre eles Celso Villardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, além de outros profissionais de escritórios especializados.

Os demais acusados são ex-integrantes do governo e das Forças Armadas, como Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Segundo a PGR, as acusações incluem também dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Em caso de condenação, a pena mínima prevista para Bolsonaro é de 12 anos, podendo alcançar até 43 anos. Cada réu terá a sentença definida individualmente, mas as punições só serão aplicadas diante do fim de todos os recursos. Caso a condenação seja confirmada, Bolsonaro deverá cumprir a pena em uma sala especial na Papuda ou na sede da Polícia Federal em Brasília, por ser ex-presidente.
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