

A mais recente pesquisa do Instituto Gerp, realizada entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro com 1.100 eleitores em todas as regiões do estado, mostra que tanto o governo estadual quanto o federal enfrentam índices de desaprovação acima de 50% no Rio de Janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais e o nível de confiança, de 95,5%.
No caso do governo estadual, 51% desaprovam a atual administração, contra 37% que aprovam. Outros 12% não souberam ou preferiram não responder. Em julho, a desaprovação chegava a 57% e a aprovação a 32%, o que mostra leve melhora, mas ainda em cenário negativo. A resistência é maior na Região Metropolitana, onde se concentra a maioria da população.
Quando a análise é direcionada ao governador Cláudio Castro (PL), os números reforçam o desgaste. A gestão é considerada “péssima” por 34% e “ruim” por 19%. Já 25% a classificam como “regular” e apenas 21% avaliam como “boa” ou “ótima”. Em julho, Castro tinha 3% de “ótimo” e 17% de “bom”; agora, soma 6% e 15%. Apesar da oscilação positiva, o saldo permanece predominantemente negativo, com impacto direto nas pretensões eleitorais de 2026.
O governo federal também enfrenta rejeição: 56% desaprovam a gestão, enquanto 38% aprovam e 6% não souberam responder. Houve melhora em relação a julho, quando a aprovação era de 34% e a desaprovação de 60%, mas o cenário segue desfavorável no estado.
Na avaliação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os números mostram polarização. 39% consideram sua gestão “péssima” e 11% a classificam como “ruim”. Outros 19% avaliam como “regular”, enquanto 13% dizem que é “boa” e 17% a veem como “ótima”. Em julho, Lula somava 10% de “bom” e 14% de “ótimo”, o que indica crescimento tímido, mas insuficiente para inverter o quadro de alta rejeição entre os fluminenses.
