O discurso do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, na Avenida Paulista, no 7 de Setembro, repercutiu nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF).
Dois interlocutores de ministros disseram a Oeste, em caráter reservado, que as falas geraram “indignação” em membros da Corte.
A avaliação de uma ala é que Freitas prejudicou, “severamente”, o diálogo com juízes do STF.
Um magistrado disse que se “surpreendeu” com a fala do governador, sobretudo pelo tom, que destoa do figurino de “moderado”. Outro limitou-se a observar que se trata, apenas, de um “discurso político”, principalmente por ser um ato dessa natureza.
Declaração de Tarcísio de Freitas

Durante o ato da direita no Dia da Independência, na capital paulista, Freitas declarou que não vai aceitar a “ditadura de um Poder sobre outro”, tampouco tolerar que “um ditador paute o que devemos fazer”. “Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes”, disse o governador.
“Presidente de Casa nenhuma pode conter a vontade da maioria do plenário”, observou Freitas, em alusão a Hugo Motta (Republicanos-PB). “Pode conter a vontade de mais de 350 parlamentares. Então, Hugo, vote. Vote a anistia. Deixe a Casa decidir. E eu tenho certeza que ele vai fazer isso. Porque trazer a anistia para a pauta é trazer a justiça. É resgatar o país.”
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