Um enfermeiro de Santa Catarina que atua no sistema prisional e também como professor universitário comemorou o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk e afirmou que deixaria Jair Bolsonaro morrer sem atendimento, mesmo sendo profissional da saúde.
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Nas postagens, Marcelo Luiz da Silva, que se identifica nas redes como “Enfermeiro do BRICS”, compartilha frases como “menos um fascista no mundo kkkkk” e “que morra na cadeia”, acompanhadas de emojis de riso ao se referir à execução de Kirk, que foi morto a tiros durante uma palestra nos Estados Unidos, na frente da esposa e dos filhos.
O caso foi denunciado pelo deputado estadual Jessé Lopes (PL), que classificou a conduta como criminosa:
“Psicopatas da esquerda comemorando e vibrando a morte de um cara que foi assassinado em público, na frente da esposa e dos filhos”, afirmou.



“Essa é a agenda woke criando assassinos e dando legitimidade para pessoas matarem por oposição política”, completou.
Jessé também expôs diretamente o enfermeiro, que escreveu o seguinte sobre Jair Bolsonaro:
“Se eu tivesse a chance de receber esse desgraçado maldito como paciente, eu perderia a minha licença de enfermeiro, mas teria o prazer de negar qualquer atendimento a esse verme rastejante.”
Para o parlamentar, o caso escancara o extremismo infiltrado nas instituições:
“É esse tipo de gente que está dentro das universidades, doutrinando alunos e atendendo pacientes. Um militante travestido de servidor público, usando o próprio sofrimento como desculpa para pregar ódio.”



As publicações também apontam incoerências nas narrativas pessoais de Marcelo, que já afirmou que sua mãe morreu em março de 2021, abril de 2022 e julho de 2023, em três ocasiões distintas.
No LinkedIn, escreveu:
“Perdi minha mãe em 2023 e meu pai no início de 2024. A covid-19 levou os dois. E a ideologia assassina que nega a gravidade da pandemia contribuiu com isso.”
O perfil também publica mensagens de cunho sexual e ofensivo, inclusive com ataques à deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC).
“Perdi minha virgindade na ponta do coral com um milico do Exército. Lembro até o dia”, escreveu em um post, debochando das Forças Armadas.
Em outro, questiona:
“Quem mandou matar Júlia Zanatta?”, sugerindo ironicamente que a parlamentar merecia ser assassinada.

As postagens seguem públicas em seus perfis e vêm gerando revolta entre internautas. O deputado Jessé Lopes encaminhou representações formais ao Ministério Público de Santa Catarina, à universidade onde o enfermeiro leciona e ao Coren-SC, que confirmou a inscrição ativa de Marcelo sob o número 81505.
Até o momento, nenhuma autoridade se manifestou oficialmente sobre o caso.
