NetLab, da UFRJ, lança livro que defende regulação rigorosa das redes


Pesquisadores ligados à Escola de Comunicação da UFRJ lançaram um livro que defende normas rigorosas para as redes sociais, com destaque a impactos da desinformação no Brasil. O NetLab, laboratório responsável pela obra, recebeu R$ 2 milhões do governo federal para iniciativas que supostamente combatem fake news e é considerado estratégico para a atual gestão.

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O trabalho aborda problemas como ações criminosas e publicidade irregular na internet, com críticas a grandes empresas de tecnologia. A obra alega que seus modelos geram manipulação política e falta de transparência.

O laboratório, fundado por Rose Marie Santini em 2013, já é conhecido por estudos sobre discurso de ódio e desinformação digital.

Observatório da UFRJ e recomendações para o Brasil

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Exemplos de big techs | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O livro resulta de pesquisas do Observatório da Indústria da Desinformação, criado em 2023 em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A publicação sugere que o Brasil precisa adotar medidas similares às de outros países para controlar a atuação das redes. Destaca também a necessidade de fortalecer respostas institucionais a fraudes e publicidade digital.

Durante debates sobre o chamado PL da Mordaça, o NetLab produziu dados usados para justificar ações de regulação, como remoção de conteúdos em redes sociais. Em 2023, Flávio Dino, então ministro da Justiça, e Alexandre de Moraes, ministro do STF, utilizaram relatórios do grupo para embasar decisões que afetaram big techs, como o Google.

Em agosto deste ano, o governo Lula anunciou nova proposta para regulamentar redes sociais, com a promessa de apresentar um projeto próprio ainda este ano. Dados e argumentos do livro lançado pelo NetLab devem influenciar as discussões no Congresso.

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Sobre críticas de alinhamento político, o laboratório afirmou que seus relatórios também expõem o uso indevido de imagens de figuras da direita. Entre elas, as do Pastor Silas Malafaia e do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

“O compromisso central do laboratório é com a análise rigorosa de dados e a divulgação de resultados que possam contribuir para a compreensão crítica do ecossistema informacional brasileiro”, afirmou o grupo.

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