O deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) registrou boletim de ocorrência no Departamento de Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados por racismo depois de ter sido chamado de “capitão do mato”. A ofensa ocorreu durante sessão da comissão da ‘PEC do fim dos pardos’.
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Para Helio Lopes, o caso de racismo seria “mais um episódio de perseguição motivada por seu posicionamento político”. A expressão “capitão do mato” remete ao período da escravidão e é usada historicamente como forma de ofensa a negros. Em um vídeo nas redes sociais, é possível ver o momento em que a mulher profere a ofensa.
“O ataque sofrido não foi apenas uma ofensa pessoal, mas uma tentativa de deslegitimar minha atuação política, uma vez que esse grupo político não tolera quem pensa diferente”, destacou.
Helio cobra o Judiciário
Ainda ao falar sobre o caso, Helio Lopes foi categórico ao dizer “todas as vezes” que for vítima de racismo, vai acionar a Justiça. “Vamos ver se, desta vez, a Justiça vai agir de forma correta ou se, como em outras ocasiões, vai considerar improcedente”, declarou.
O deputado criticou a postura do Judiciário diante de casos semelhantes e disse ser vítima de tratamento desigual: “Recebo ataques desse tipo praticamente todos os dias, mas, por ser um negro de direita, bolsonarista, a Justiça não reconhece o insulto, apenas porque tenho um posicionamento político diferente”.
“Enquanto isso, meu irmão Bolsonaro, que apenas brincou com um amigo, está sendo obrigado a pagar uma multa de um milhão de reais”, relembrou. “Essa é a maior prova de que não lutam para acabar com o racismo, mas sim para proteger quem pensa como eles e atacar os que pensam diferente.”

Racismo durante audiência
O episódio ocorreu durante a eleição para a presidência da comissão que vai discutir a PEC 27/2024, também conhecida como “PEC do fim dos pardos”. A proposta, já admitida pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, prevê redefinir a categoria “população negra brasileira”, incorporando compulsoriamente os autodeclarados pardos e criando o Fundo Nacional de Igualdade Racial.
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Na sessão em questão, Helio Lopes era candidato à presidência da comissão: “Queria barrar esse absurdo”. “Estamos diante de uma iniciativa que pode provocar o apagamento estatístico, cultural e político da identidade parda, a maior categoria demográfica do Brasil”, analisou.
Apesar do alerta para o apagamento dos pardos no Brasil, o deputado avaliou que “a esquerda não está preocupada com isso, ela quer somente se beneficiar com a criação do Fundo, que trará mais dinheiro aos movimentos negros”.
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