Senadores encontram vice-premiê da Itália e defendem Zambelli

Em visita oficial a Milão nesta terça-feira, 23, os senadores Magno Malta (PL-ES) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontraram com o vice-primeiro-ministro da Itália, Matteo Salvini, para tratar da prisão da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar está detida em uma penitenciária de Roma, capital do país europeu.

No diálogo, os senadores relataram casos que afirmam configurar perseguição política e desrespeito a direitos humanos no Brasil. De acordo com eles, Zambelli, assim como outros políticos conservadores, são alvo de perseguição por parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo Supremo Tribunal Federal.

Flávio declarou que Salvini demonstrou atenção às informações apresentadas. Nesse sentido, destacou a relevância de alianças internacionais no campo conservador. “Ele [Salvini] conhece o presidente Jair Bolsonaro”, disse. “Reconhece a relevância da unidade da direita em todo o mundo e se mostrou bastante atento às denúncias de perseguição política.”

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Malta acrescentou que a comunidade internacional já observa situações de arbitrariedade de autoridades brasileiras. Ele citou o caso do terrorista Cesare Battisti, cuja extradição para a Itália foi autorizada apenas durante o governo Bolsonaro, depois de negativa dos governos do PT.

Penitenciária feminina de Rebibbia, na periferia de Roma, onde Carla Zambelli está presa | Foto: Reprodução/Redes sociaisPenitenciária feminina de Rebibbia, na periferia de Roma, onde Carla Zambelli está presa | Foto: Reprodução/Redes sociais
Penitenciária Feminina de Rebibbia, na periferia de Roma, onde Carla Zambelli está presa | Foto: Reprodução/Redes sociais

“Lembramos a Salvini que foi Bolsonaro quem cumpriu o pedido da Itália e entregou Battisti, ao contrário do que fez Lula”, disse Malta. “Isso mostra quem realmente respeita a Justiça e os tratados internacionais.”

Além de Zambelli, senadores conversam sobre manifestações políticas

No encontro, os dois senadores do PL também compararam manifestações violentas na Itália, atribuídas a grupos de esquerda, e episódios recentes no Brasil. Eles argumentaram que, enquanto alguns grupos recebem proteção, opositores do atual governo brasileiro são chamados de “terroristas”.

“É fundamental que o mundo saiba o que está acontecendo no Brasil”, afirmou Malta. “Não vamos desistir do nosso país.”





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