Tiroteio no morro do Juramento, na Zona Norte do Rio, deixa cadela baleada

Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (24), uma cadela foi baleada durante um confronto entre policiais militares e brandidos, no morro do Juramento, na Zona Norte carioca. Nina, que estava na frente de casa durante a operação policial, foi atingida no tórax por uma bala perdida. O artefato varou o corpo do animal e saiu pela pata esquerda dianteira.

A cadela recebeu os primeiros socorros no posto médico veterinário municipal de Vicente de Carvalho, também na Zona Norte. Após o atendimento, a cadelinha foi encaminhada para a emergência do Instituto Jorge Vaitsman, na Mangueira.

O secretário municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Luiz Ramos Filho, explicou que o animal foi levado diretamente para o centro cirúrgico da unidade para a retirada dos estilhaços da bala e evitar a amputação da pata atingida:  

“O animal foi direto para o centro cirúrgico, para retirar os estilhaços da bala. Imediatamente, os veterinários fizeram a sutura do tórax e a cirurgia ortopédica da patinha, para evitar a amputação. Foi colocado um fixador externo”, relatou o vereador, acrescentando que “não estão descartadas novas cirurgias ortopédicas. Estamos fazendo de tudo para não ter que amputar”.

Nina foi operada pelo clínico geral veterinário Wilson Carvalho; o ortopedista Marcelo Miranda; e a anestesista Ana Sousa e Fernanda.

A tutora da cadelinha, Rita de Andrade, contou que tudo aconteceu muito rápido, não dando tempo de saber de onde partiu o tiro que quase tirou a vida de Nina:

“Foi um tiro. Eu sei que teve polícia lá, mas não sei de onde veio o tiro. Pode ter vindo do outro lado. Não vou dizer quem foi, porque não sei. Sei que foi tiro. Foi muito sangue. Eu fiquei desesperada”, afirmou Rita.

Luiz Ramos Filho destacou que o cenário violento da cidade, envolvendo muitos tiroteios, tem sido não apenas inclemente com os seres humanos, mas também com muitos animais:

“Infelizmente, temos atendido com muita frequência na nossa rede hospitalar animais baleados, vítimas da violência urbana. Os veterinários têm sido heróis”, concluiu Ramos Filho.

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