Nesta quinta-feira, 25, em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, negou qualquer envolvimento em atividades ilegais. Ele defendeu a legalidade de seu patrimônio.
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Durante a oitiva, o empresário afirmou que sua prosperidade financeira é fruto de “trabalho honesto e dedicado” ao longo de sua trajetória no mundos dos negócios. Além disso, ele rechaçou as acusações de enriquecimento ilícito e negou ter ocultado bens.
“Nunca possuí patrimônio oriundo de roubo ou de qualquer prática ilícita”, afirmou o depoente. “Também não ocultei bens, seja no Brasil ou no exterior.”
Imóvel no exterior
O empresário confirmou ser proprietário de um imóvel fora do país. Ele declarou que a aquisição foi realizada com recursos oriundos da venda de um bem localizado no Distrito Federal.
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Segundo o “Careca do INSS”, a transação foi “absolutamente lícita” e está ligada à expansão de suas atividades comerciais. De acordo com ele, isso ocorreu por meio de uma empresa que não tem nenhuma relação com as investigações em curso.
Defesa documental do “Careca do INSS”
Como parte de sua defesa, o “Careca do INSS” destacou ter entregue mais de 180 gigabytes de informações, que incluem cerca de 18 milhões de páginas de documentos. Conforme explicou na CPMI do INSS, os quais, esse material é suficiente para desmentir “narrativas mentirosas”. “Nunca me escondi”, afirmou o empresário. “Estou à disposição da Justiça para esclarecer tudo o que for necessário.”
As investigações continuam
A CPMI do INSS apura um esquema de fraudes e irregularidades que envolvem benefícios previdenciários e contratos com empresas prestadoras de serviço. O “Careca do INSS” apareceu nas investigações como eventual chefe do esquema por sua suposta ligação com grupos empresariais que atuam com o órgão.
A comissão deve seguir com depoimentos de outros envolvidos nas próximas semanas e terá o prazo de 180 dias para concluir os trabalhos. O prazo será interrompido durante o recesso parlamentar. O relatório final está previsto para ser entregue até o fim do ano legislativo, em dezembro.
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