A defesa de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, divulgou nota nesta quarta-feira (1º/10) após ele ter sido levado a uma delegacia pela polícia italiana. Segundo os advogados, o procedimento ocorreu apenas para notificá-lo formalmente sobre um processo de extradição em andamento no Brasil, vinculado à Petição 12.936, relacionada ao Inquérito 4.972 no STF.
De acordo com o comunicado, Tagliaferro entregou voluntariamente seus documentos, assumiu o compromisso de não deixar a cidade onde vive e aguarda o andamento do processo para contestar as medidas adotadas.
A defesa classificou as ações como “arbitrárias, impertinentes e absolutamente ilegais”. “Por fim, registramos que adotaremos as medidas jurídicas cabíveis, no Brasil e na Itália, para esclarecer os fatos com total respeito pelas Cortes e confiança na Justiça”, finalizou a nota.
Após ser liberado, o próprio Tagliaferro publicou um vídeo em redes sociais no qual afirmou não ter sido preso. “Foi só um procedimento de informação. Não fui preso, estou em casa, de boa e vamos continuar lutando contra esse criminoso chamado Alexandre de Moraes”, declarou.
Leia íntegra da nota:
“Na tarde de hoje, na Itália, o Sr EDUARDO TAGLIAFERRO foi surpreendido ao ser procurado pela Polícia Italiana, em sua residência, para tomar ciência da existência de um processo de extradição vinculado à Pet 12936, que teve origem no Inquérito 4972, em trâmite perante o Supremo Tribunal Federal. Ao que parece, trata-se de expediente cautelar criado em 31.07 deste ano, conjuntamente com a ordem de bloqueio de suas contas bancárias e um suposto pedido de prisão, em razão dos vazamentos de graves conteúdos sobre o gabinete do Min Alexandre de Moraes (TSE/STF) divulgados em matérias jornalísticas pelo jornal Folha de São Paulo. O Sr TAGLIAFERRO, voluntariamente, entregou todos os seus documentos, comprometeu-se a não sair da cidade em que está residindo e agora está seguro em, no momento processual oportuno, demonstrar que estes expedientes são arbitrários, impertinentes e, por consequência, absolutamente ilegais. Por fim, registramos que adotaremos as medidas jurídicas cabíveis, no Brasil e na Itália, para esclarecer os fatos com total respeito pelas Cortes e confiança na Justiça.”
Acusações
Tagliaferro é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Ele é investigado por supostamente ter repassado à imprensa diálogos e documentos sigilosos de servidores ligados ao ministro Moraes, que teriam sido divulgados pela Folha de S.Paulo.
O ex-assessor chegou a ser indiciado pela Polícia Federal em abril deste ano. Em agosto, Moraes enviou ao Ministério da Justiça um pedido de extradição, e as contas bancárias de Tagliaferro foram bloqueadas por ordem judicial.
Por sua vez, Tagliaferro acusa o ministro de fraudar relatórios em uma operação contra empresários investigados em 2022, quando ainda trabalhava na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cargo que ocupou entre agosto de 2022 e julho de 2023.
No início de setembro, Tagliaferro participou remotamente de uma sessão da Comissão de Segurança Pública do Senado, na qual voltou a levantar suspeitas contra Moraes e questionou também a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O que diz Alexandre de Moraes
As acusações têm sido rebatidas pelo ministro Alexandre de Moraes. Em nota divulgada em setembro, sua assessoria afirmou que todos os relatórios elaborados nos inquéritos das “Fake News” e das “milícias digitais” se restringiam a descrever postagens ilícitas em redes sociais, em conformidade com os objetivos das investigações.
O gabinete do ministro também ressaltou que todos os procedimentos foram oficiais, contaram com a participação da PGR e seguiram os ritos legais.
A defesa de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, divulgou nota nesta quarta-feira (1º/10) após ele ter sido levado a uma delegacia pela polícia italiana. Segundo os advogados, o procedimento ocorreu apenas para notificá-lo formalmente sobre um processo de extradição em andamento no Brasil, vinculado à Petição 12.936, relacionada ao Inquérito 4.972 no STF.
De acordo com o comunicado, Tagliaferro entregou voluntariamente seus documentos, assumiu o compromisso de não deixar a cidade onde vive e aguarda o andamento do processo para contestar as medidas adotadas.
A defesa classificou as ações como “arbitrárias, impertinentes e absolutamente ilegais”. “Por fim, registramos que adotaremos as medidas jurídicas cabíveis, no Brasil e na Itália, para esclarecer os fatos com total respeito pelas Cortes e confiança na Justiça”, finalizou a nota.
Após ser liberado, o próprio Tagliaferro publicou um vídeo em redes sociais no qual afirmou não ter sido preso. “Foi só um procedimento de informação. Não fui preso, estou em casa, de boa e vamos continuar lutando contra esse criminoso chamado Alexandre de Moraes”, declarou.
Leia íntegra da nota:
“Na tarde de hoje, na Itália, o Sr EDUARDO TAGLIAFERRO foi surpreendido ao ser procurado pela Polícia Italiana, em sua residência, para tomar ciência da existência de um processo de extradição vinculado à Pet 12936, que teve origem no Inquérito 4972, em trâmite perante o Supremo Tribunal Federal. Ao que parece, trata-se de expediente cautelar criado em 31.07 deste ano, conjuntamente com a ordem de bloqueio de suas contas bancárias e um suposto pedido de prisão, em razão dos vazamentos de graves conteúdos sobre o gabinete do Min Alexandre de Moraes (TSE/STF) divulgados em matérias jornalísticas pelo jornal Folha de São Paulo. O Sr TAGLIAFERRO, voluntariamente, entregou todos os seus documentos, comprometeu-se a não sair da cidade em que está residindo e agora está seguro em, no momento processual oportuno, demonstrar que estes expedientes são arbitrários, impertinentes e, por consequência, absolutamente ilegais. Por fim, registramos que adotaremos as medidas jurídicas cabíveis, no Brasil e na Itália, para esclarecer os fatos com total respeito pelas Cortes e confiança na Justiça.”
Acusações
Tagliaferro é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Ele é investigado por supostamente ter repassado à imprensa diálogos e documentos sigilosos de servidores ligados ao ministro Moraes, que teriam sido divulgados pela Folha de S.Paulo.
O ex-assessor chegou a ser indiciado pela Polícia Federal em abril deste ano. Em agosto, Moraes enviou ao Ministério da Justiça um pedido de extradição, e as contas bancárias de Tagliaferro foram bloqueadas por ordem judicial.
Por sua vez, Tagliaferro acusa o ministro de fraudar relatórios em uma operação contra empresários investigados em 2022, quando ainda trabalhava na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cargo que ocupou entre agosto de 2022 e julho de 2023.
No início de setembro, Tagliaferro participou remotamente de uma sessão da Comissão de Segurança Pública do Senado, na qual voltou a levantar suspeitas contra Moraes e questionou também a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O que diz Alexandre de Moraes
As acusações têm sido rebatidas pelo ministro Alexandre de Moraes. Em nota divulgada em setembro, sua assessoria afirmou que todos os relatórios elaborados nos inquéritos das “Fake News” e das “milícias digitais” se restringiam a descrever postagens ilícitas em redes sociais, em conformidade com os objetivos das investigações.
O gabinete do ministro também ressaltou que todos os procedimentos foram oficiais, contaram com a participação da PGR e seguiram os ritos legais.
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