Pavão-Pavãozinho e Cantagalo preparam-se para receber 1ª lavanderia comunitária do Estado

Divulgação: Philippe Lima

Com entrega prevista para o mês que vem, a Lavanderia Comunitária do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo (PPG), na Zona Sul do Rio, será a primeira unidade entre dez que serão construídas pelo Governo do Estado, no âmbito do programa Cidade Integrada e vai servir como modelo para as demais. As obras são executadas pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (EMOP-RJ).

A iniciativa foi inspirada nos modelos do México e da Colômbia, onde lavanderias comunitárias se tornaram equipamentos de transformação social. O projeto fluminenese prevê a oferta de oficinas de empreendedorismo e acolhimento, em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher.

O governador Cláudio Castro (PL) ressaltou que a lavanderia comunitária vai além da mera higienização de roupas, representando um espaço de “convivência e de valorização das famílias”:

“A lavanderia comunitária é um espaço de convivência e de valorização das famílias. A entrega no Pavão-Pavãozinho e Cantagalo será o começo de uma história bonita, que, por meio de investimentos e equipamentos bem pensados, vão transformar positivamente a vida das pessoas, garantindo dignidade, autonomia e oportunidades”, disse o governador.

A unidade da Zona Sul conta com 10 máquinas de lavar e secar, tanques e balança para roupas de até 14 kg por carga. De acordo com o Governo do Estado, as lavanderias funcionarão em quatro ciclos e terão capacidade para atender mais de 40 pessoas diariamente. Os aportes por unidade são de cerca R$ 220 mil.

Ultrapassando o aspecto meramente material, as lavanderias serão ainda espaços de acolhimento, inclusive para homens, que contarão com o apoio de profissionais de saúde mental. As mulheres, por sua vez, terão o suporte de oficinas de empreendedorismo feminino, como destacou Jussara Coutinho, coordenadora de arquitetura do Cidade Integrada e idealizadora do projeto:

“É a oportunidade perfeita para mulheres empreenderem, participarem de rodas de conversa e se sentirem valorizadas. Quando a mulher tem seu tempo reconhecido e encontra apoio, toda a família melhora junto. O espaço é para todos que carregam a responsabilidade do cuidado”, afirmou a Jussara.

Para Fayane Bemvindo da Silva, de 31 anos, nascida e criada no Cantagalo, a conciliação entre o trabalho e a criação da filha é um grande desafio. A lavanderia, portanto, significa a chance de resgatar tempo de qualidade:

“Essa lavanderia vai mudar a minha vida e a da minha filha. O tempo que eu gastaria lavando roupa, vou poder usar para estar com ela, levá-la ao parque ou até cuidar de mim mesma. Além de economizar luz e água, vai ser um espaço diferente, com profissionais preparados para ouvir e apoiar. Isso faz toda a diferença para quem, como muitas mulheres daqui, vive uma rotina pesada dentro de casa e precisa de um lugar para se sentir bem e valorizada”, celebrou  Fayane.

Dona de um restaurante nas mesma comunidade, Simone da Silva, 48 anos, enxerga no projeto praticidade e uma perspectiva de avanço para o Cantagalo:

“Essa obra é um grande progresso para a comunidade. Muitas famílias não têm máquina ou água suficiente em casa e terão a vida facilitada. Sem contar que a proximidade do meu restaurante com o espaço vai ajudar muito no dia a dia. É essencial ter um lugar estruturado, com profissionais disponíveis, onde podemos conversar, desabafar e até fazer novas amizades”, disse a empresária.

Entre as outras comunidades que receberão as lavanderias comunitárias estão: Cesarão, Fumacê, Cidade de Deus, Central do Brasil, Sepetiba, Barreira do Vasco, Nova Holanda (Maré), Mangueira e Rocinha. Os equipamentos, segundo a coordenadora geral do Cidade Integrada Ruth Jurberg, terão projetos customizados, com foco na ampliação dos cuidados com mulheres para diferentes áreas.

As lavanderias, bem como as obras executadas pela EMOP-RJ no Programa Cidade Integrada no prédio do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, têm como objetivo assegurar qualidade de vida e conforto aos moradores da região:

“São reformas que vão desde a portaria, contemplam os elevadores, andares, salas e que transformam o equipamento público num polo e referência de inclusão social e desenvolvimento sustentável”, comentou o presidente da EMOP-RJ, André Braga.

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